Pagar mais de 30 euros por mês por internet, televisão e telefone fixo continua a ser a realidade de muitos portugueses. Mas, em 2026, essa conta começa a ser cada vez mais questionada. O motivo tem um nome simples: DIGI. Nos últimos meses, têm surgido vários relatos de utilizadores que estão a ponderar trocar operadores tradicionais como a MEO por soluções muito mais baratas mesmo que isso implique abdicar de alguns extras. Comparando a MEO ou DIGI faz sentido continuar a pagar mais de 30€ quando existe internet fixa por 7€?
MEO ou DIGI: quando o pacote já não faz sentido
O cenário é mais comum do que parece. Há utilizadores com pacotes completos (TV + Internet + Voz) que, na prática, só usam a internet. A box da televisão fica desligada, o telefone fixo nunca é usado e a TV é consumida através de aplicações. Ainda assim, o preço mensal continua praticamente o mesmo mesmo quando a fidelização termina. Com aumentos automáticos por inflação a caminho, a pergunta surge naturalmente: porquê pagar mais por serviços que já não são utilizados?

DIGI: barata… mas será estável?
A DIGI entrou no mercado com preços agressivos e uma proposta clara: internet simples, barata e sem pacotes inflacionados. No papel, 500 Mbps por 7€ é difícil de ignorar.
A principal dúvida não é a velocidade, mas sim a estabilidade. Para quem trabalha em regime de teletrabalho, usa VPNs empresariais ou serviços de IPTV, a ligação não pode falhar.
Aqui, os relatos dividem-se. Há utilizadores que referem uma ligação estável e fiável, e outros que apontam instabilidade pontual, dependendo muito da zona. Não é um problema exclusivo da Digi mas é algo a ter em conta.
VPN, IPTV e equipamentos próprios: há limitações?
Para quem usa VPNs de trabalho, a boa notícia é que não existem relatos consistentes de bloqueios ou incompatibilidades. Sendo o cliente VPN iniciado do lado do utilizador, tudo funciona como esperado.

Já no campo da rede doméstica, muitos optam por usar routers próprios ou sistemas Mesh, desligando o Wi-Fi do router da operadora. Aqui, a recomendação mais frequente é optar por ONT + router, o que dá mais controlo sobre a rede interna.
É também importante referir que a DIGI utiliza CG-NAT, o que significa que não há IP público direto. Para quem precisa de acesso remoto a servidores em casa, isso obriga ao uso de soluções alternativas como VPNs dedicadas ou serviços externos.
E a televisão? Dá para viver sem box?
Cada vez mais utilizadores já não dependem da box tradicional. Apps em Smart TVs, boxes Android ou IPTV acabam por substituir completamente a experiência clássica.
No caso da DIGI, a televisão pode utilizar-se através de aplicação ou box Android, com funcionalidades como andar para trás disponíveis. A qualidade de imagem não é unanimemente elogiada, mas para quem consome TV de forma casual, pode ser suficiente.
A estratégia que muitos estão a seguir
Uma abordagem cada vez mais comum é simples: instalar a Digi enquanto ainda se mantém o serviço atual. Assim, é possível testar estabilidade, compatibilidade com teletrabalho e uso diário sem riscos.
Se tudo correr bem, o operador antigo cancela-se. Se não, a Digi passa a plano B — ou ligação de backup.

Alguns utilizadores vão ainda mais longe e combinam fibra barata com cartões móveis ilimitados como redundância em caso de falha.
Então… vale a pena trocar?
A resposta do MEO ou DIGI curta é: depende do perfil.
Para quem quer o pacote “completo”, apoio ao cliente imediato e não quer mexer em nada, operadores tradicionais continuam a fazer sentido. Para quem quer pagar o mínimo possível, tem conhecimentos básicos de rede e já não depende de serviços clássicos, a Digi tornou-se uma opção impossível de ignorar.
Entretanto sabias que a DIGI já confirmou que não vai aumentar preços em 2026?

