O mecânico na era digital: cientistas criam pixéis mecânicos de grafeno que não consomem energia

A história de hoje começa na Holanda, terra das papoilas e de colossais tamancos. Mas na Universidade de Delft – eventualmente sem tamancos – uma equipa de cientistas descobriu algo acidentalmente que pode ser uma grande revolução energética: pixéis de grafeno que não necessitam de energia para funcionar.

Sem energia não será talvez totalmente correto, visto que qualquer movimento de uma partícula requer energia, mas para um painel LED emitir luz, é preciso fornecer energia a cada LED individual, e cada pixel é composto de três LED RGB. Para determinada cor ser emitida, a energia deve ser canalizada para o LED específico.

No entanto, os pixéis mecânicos agora descobertos não funcionam desse modo.

Os cientistas na universidade de Delf procuravam simplesmente encontrar um modo de criar sensores baseados em grafeno e, para isso, revestiram painéis de óxido de silício com uma espessura de 2 átomos de grafeno, um material que é transparente a este nível. No entanto, ao estudarem a estrutura resultante ao microscópio, os cientistas observaram emissão de cores, o que indicava que a camada não era homogénea e – em teoria – a sua experiência havia falhado.

À procura das razões para a falha, os cientistas observaram mais atentamente a membrana de grafeno e aperceberam-se de algo interessante: dependendo da pressão exercida sobre a membrana, o grafeno reflecte cores diferentes, o que significa que ao controlarmos a pressão exercida em pontos específicos podemos criar cores específicas e imagens complexas, eventualmente.

O mais interessante da descoberta é que enquanto os painéis actuais são altamente dependentes do RGB, uma combinação de apenas três cores, se aprendermos a controlar a pressão exercida sobre uma membrana de grafeno, podemos criar uma maior gama de cores num determinado ponto de um ecrã, acabando-se a dependência e as limitações da combinação RGB.

Além das suas possibilidades quanto à criação de ecrãs de baixo consumo, este tipo de tecnologia permitiria a utilização confortável à luz do dia, visto a emissão de cores resultar da luz visível reflectida.

Se estes ecrãs poderão estar ainda longe da comercialização, a verdade é que os cientistas esperam ter já um protótipo operacional durante o Mobile World Congress de Barcelona, em Fevereiro.

Para saber mais: TU Delft

 

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