Marvel’s Wolverine: Muito sangue, garras afiadas, mas a fórmula está mais simples, e começa a parecer cansada. Depois do sucesso estrondoso de Spider-Man, a fasquia para o novo projeto da Insomniac Games estava altíssima. Talvez até estratosférica. Mas… Correu mal.
Aqui temos de ser honestos. Wolverine não é um mau jogo. Longe disso. Mas é simples, é curto e sabe a muito pouco. A história também não é nada de especial, algo que também já sentimos na sequela de Spider-Man.
A receita de sucesso está cansada, e tudo indica que temos aqui mais um flop. Podes achar que é apenas mais um dia no escritório para a Sony. Mas isto é grave… O jogo custou cerca de 300 milhões de dólares a desenvolver.
Marvel’s Wolverine: É um jogo mau? Não. Mas também não é bom.

Portanto, a ideia de meter as garras de adamantium nas mãos dos jogadores e deixar a violência correr solta era o sonho de qualquer fã da Marvel. E de facto, há litros de sangue, membros decepados e um Logan brutalmente bem desenhado. Porém, por debaixo do esqueleto indestrutível há um jogo que joga pelo seguro e começa a cansar muito antes de veres os créditos finais.
Mais concretamente, e de forma resumida, o jogo acaba por ser demasiado simples para o ano de 2026. É extremamente linear, com linhas guiadoras que acabam por não fazer muito sentido, e isso derrota um bocadinho a vontade de jogar. Pior do que isso tudo, o jogo é muito curto, o que também não é algo que os jogadores aceitem de bom grado, especialmente com os preços que se praticam.
De facto, a crítica internacional já começou a dissecar a aventura e o sentimento geral é quase unânime: visualmente é um estrondo cinematográfico, mas a jogabilidade pura e dura acaba por cair no piloto automático a meio da campanha de 15 horas.
Truques esgotam-se demasiado cedo.

Vamos ser justos: ver o Wolverine a rasgar inimigos é incrivelmente satisfatório nas primeiras horas. Aliás, até parece que o combate tem uma lógica e um potencial imenso. As finalizações são violentas, viscerais e grotescas na dose certa, com cabeças a rolar e lâminas a atravessar queixos sem qualquer pudor.
O problema? O sistema de combate mostra quase todas as cartas logo no primeiro terço da história.
- Repetição pura e dura: A árvore de habilidades desbloqueia-se muito cedo e o ritmo dos confrontos cai sempre na mesma rotina de contra-ataques, saltos e socos rápidos.
- Arenas previsíveis: A estrutura das missões é linear até dizer chega. Andas por um corredor escuro, chegas a uma arena aberta com meia dúzia de atiradores em cima de caixotes, limpas a sala e segues para o corredor seguinte. Falta imaginação no desenho dos níveis.
- Boss fights dos anos 2000: Há confrontos com vilões clássicos como o Omega Red que sabem pela vida, mas há momentos medíocres, como passar 15 minutos a bater no braço de um Sentinel imóvel, que parecem saídos diretamente de um jogo genérico da era da PlayStation 2.
A história segura o barco, mas até aqui há falhas.

A interpretação dá peso a um Wolverine cansado pelo fardo do passado e a tentar equilibrar a sua veia animal com o que resta da sua humanidade.
Só que a forma de ligar alguns momentos deixa muito a desejar. O jogo só tem duas velocidades: ou estás num banho de sangue frenético a carregar nos botões à pressa, ou és obrigado a andar a passo de caracol por mansões e instalações a apanhar garrafas de whisky, a cheirar pistas azuis no chão e a carregar no triângulo para inspecionar fotografias que não oferecem qualquer desafio mental ao jogador.
Já não resulta.
Um bom jogo, mas longe de ser uma obra-prima.
Eu dou 6.5/10 a este jogo. É algo que vale a pena jogar. Mas… Tinha demasiado “hype” em cima.
Se não fosse o facto de ser um jogo de Wolverine, e se não fosse o estúdio de Spider-Man e outros jogos, até poderia dar um 7. Mas têm de existir consequências para a desilusão sentida.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto? Estavas a contar com um jogo revolucionário para a PS5 ou um banho de sangue com o Wolverine já chega perfeitamente para te convencer a comprar?








