Começam a aparecer notícias na Internet de que o MacBook Neo está a vender tão bem, que a Apple está rapidamente a ficar sem stock de processadores A18 Pro, o SoC que dava vida ao iPhone 16 Pro. Isto porque, caso não saibas, a Apple não andou a produzir processadores para o MacBook Neo. Em vez disso, andou a aproveitar muitos processadores produzidos originalmente para o iPhone 16 Pro, que por uma razão ou outra, não foram tidos como “bons o suficiente”.
Este é o conceito de “binned”. Processadores com algum tipo de problema, que depois são aproveitados para outras funções. É exatamente por isso que o A18 Pro do MacBook Neo é ligeiramente mais fraco face ao A18 Pro do iPhone 16 Pro.
Ou seja, quando o saco de A18 Pro acabar, a Apple tem um dilema. Ou… Será que não?
MacBook Neo com 12GB de RAM em 2027? Inevitável!
Quando os processadores A18 Pro chegarem ao fim, a Apple vai naturalmente passar para o outro saco de processadores “binned”. Ou seja, os A19 Pro originalmente produzidos para o iPhone 17 Pro. Isto significa que o MacBook Neo do próximo ano já deverá chegar ao mercado com 12GB de memória RAM em vez dos atuais 8GB. Além disso, vai contar com todas as outras melhorias que o A19 Pro trouxe para cima da mesa, com alguns cortes, como é óbvio.
Mas, o mais importante é sem dúvida alguma os 12GB de memória RAM, visto que para muitos fãs do mundo Apple, especialmente dos portáteis MacBook, este é o grande defeito do Neo. 8GB em 2026, mesmo no lado Mac da coisa, é curto. É um problema que acaba por limitar imenso a esperança de vida do portátil.
12GB? É menos curto. Ainda não são os 16GB que eu acho o número correto para o ano em que estamos, mas também não são os 8GB que deviam ter ficado no passado.
No fundo, o verdadeiro dilema da Apple pode nem ser o stock do A18 Pro. Pode ser a gestão da transição. Porque, se o Neo atual já vende como vende com 8GB de RAM, um Neo com A19 Pro e 12GB pode tornar-se num portátil ainda mais perigoso para o lado Windows. A questão é perceber se a Apple consegue aguentar a procura até lá sem estragar a fórmula que criou.









