A Apple tem excelentes produtos, disso não haja dúvida. Basta olhar para o iPhone, que é sempre um sucesso absurdo ano após ano. E de facto, a nível pessoal, acredito muito honestamente que o MacBook Air mais barato é um dos melhores portáteis que o dinheiro pode comprar a uma escala global.
Mas, uma coisa é também ela inegável… Apple é estatuto. E é aqui que o MacBook barato faz uma coisa muito bem.
MacBook dos pobres vai ser um sucesso?!
O MacBook dos “pobres” é agora oficial com o nome MacBook Neo.
Um portátil que continua a aparecer com uma construção em alumínio, um design reconhecível ao longe, e claro, a velha maçã bem visível.
Sim, é também um portátil com alguns (muitos) compromissos, sendo por isso mesmo uma máquina mais pensada para estudantes ou utilizadores focados na produtividade no dia-a-dia.
Estamos a falar de uma máquina que, para chegar ao nosso mercado a 699€, aparece com um SoC A18 Pro (o processador do iPhone 16 Pro), não tem retroiluminação no teclado, não tem carregamento rápido e fica pelos 8GB de memória RAM.
Ah, além de tudo isto, se quiseres Touch ID, tens de optar pela versão com 512GB, porque a versão de 256GB deixa esse extra de lado.
Existem outros problemas, mas estes são os mais “pesados”.
Ainda assim, é acima de tudo uma aposta muito interessante por parte da Apple. Isto porque vai apanhar quem normalmente começa a ter o primeiro contacto com computadores na escola, quase sempre em máquinas equipadas com Windows.
E claro, vai também apanhar quem sempre quis ter um MacBook, mas nunca foi capaz de justificar a compra.
Ainda assim… Acredito que vai ser um sucesso, sabes porquê?
Simples.

Porque apesar das muitas cores disponíveis, curiosamente a fazer lembrar o iPhone 5C de outros tempos, a realidade é que a Apple usou a cabecinha para pensar e disponibilizou também a tradicional cor do MacBook: o cinza.
Por isso, estamos a falar de um MacBook dos pobres que, aos olhares mais distraídos, vai ser apenas outro MacBook, como são tantos Air ou Pro por esse mundo fora.
Isto é provavelmente a coisa mais inteligente que a Apple podia ter feito.
Afinal de contas, ainda vivemos num mundo em que por vezes é mais importante parecer do que ser. E é exatamente aqui que a Apple vai vender uns bons milhões de unidades deste portátil.









