A crise da memória continua a apertar o mercado, com preços de RAM a subir e fabricantes a ajustar margens. Já existem fabricantes de portáteis a apresentar aumentos entre os 300€ e 500€. É muito dinheiro de uma geração para a outra.
Mas, contra a maré, a Apple pode estar prestes a fazer exatamente o contrário.
Afinal de contas, como estamos fartos de dizer, o MacBook barato vai ser lançado em 2026, e apesar de alguns compromissos, vai apresentar uma alternativa diferente do habitual, a um preço que vai chamar a atenção de muito boa gente.
Aqui não estamos a falar de algo ao estilo do iPhone SE. É um MacBook com ambição.
Um MacBook “económico” que pode representar 25% das vendas da Apple em 2026!
Segundo informações vindas da cadeia de produção asiática, a Apple poderá enviar entre 5.5 e 7.9 milhões de unidades deste novo MacBook ao longo do ano. Isso representaria cerca de 25% de todas as vendas da linha Mac.
Assim, se estes números se confirmarem, estamos perante uma aposta estratégica a sério. Isto não é um teste. É uma aposta a sério, que pode ter consequências bastante grandes no mundo dos computadores portáteis a uma escala global.
Que compromissos vamos ter?
É muito provável que o processador seja o A18 Pro, que claro está, foi originalmente pensado para o iPhone. Mas, a realidade é que o SoC de qualquer iPhone recente é extremamente poderoso, e como não poderia deixar de ser, o A18 Pro não é exceção à regra.
Além disto, a RAM deve ficar limitada aos 8GB. Depois, para completar o pacote, apesar do uso de um design muito similar ao que já conhecemos, deverá existir um corte na qualidade de construção, nomeadamente no chassis e ecrã.
A ideia aqui é lançar um MacBook, com aspeto de portátil premium, à volta dos 700€. Interessante. Porque num mercado em que tudo sobe de preço, a Apple aparece com uma alternativa muito amiga da carteira, e de facto, com níveis de performance muito interessantes para quem quer estudar ou apostar na produtividade.
Como é que a Apple escapa à crise da RAM?
A vantagem da Apple é simples… Vende muito. Ou melhor, a Apple faz contratos massivos, para conseguir ter acesso a muito material. As fabricantes gostam disto, e apesar do facto de a IA estar a mudar as regras do jogo, ninguém diz que não à Apple, ou pelo menos não o diz facilmente.
Mas… 8GB em 2026 ainda faz sentido?
Aqui começa a parte polémica.
A própria Apple tinha vindo a abandonar os 8GB como configuração base nos Macs mais recentes, subindo para 16GB como novo padrão mínimo. Voltar atrás pode soar estranho.
Porém, é verdade que a integração entre macOS e hardware é mais eficiente do que no mundo Windows. Para tarefas básicas, navegação, trabalho de escritório e multimédia, 8GB ainda podem ser suficientes.
O problema pode ser daqui a três ou quatro anos.
Com inteligência artificial cada vez mais integrada no sistema, ferramentas criativas mais exigentes e navegadores a consumir RAM como se não houvesse amanhã, 8GB não parecem uma aposta muito confortável para quem quer longevidade.
A jogada pode ser brilhante! Mas também tem riscos associados.
Se a Apple conseguir entregar uma boa experiência geral, mesmo com 8GB e um chip derivado do iPhone, este MacBook pode tornar-se o portátil “de entrada” mais desejado do mercado. Poder ser especialmente bem sucedido para escritórios e escolas/universidades.
Isto é especialmente verdade numa altura em que muitos portáteis Windows estão a subir de preço devido à crise de componentes.
Mas tudo depende dos compromissos que já foram ditos neste artigo. Há um equilíbrio muito fino entre “acessível” e “barato demais”. Nem a Apple se safa disto.
Quando é o lançamento? Diria em Abril. Mas nada está confirmado.








