O céu de outono reserva um espetáculo para os próximos dias. A Lua da Colheita, a lua cheia mais próxima do início do outono, ilumina o céu já a 26 de setembro, e logo a seguir, a 7 de outubro, chega a primeira superlua do ano, com a Lua a aparecer maior e mais brilhante do que o costume. Explicamos o que são estes fenómenos, quando os ver e porque têm nomes tão curiosos.
A Lua da Colheita: porquê este nome?
A lua cheia de setembro acontece a 26 de setembro e chama-se Lua da Colheita (Harvest Moon). O nome não é por acaso: é a lua cheia que ocorre mais perto do equinócio de outono (o início oficial do outono), e a tradição vem dos tempos em que os agricultores aproveitavam a sua luz forte para prolongar as colheitas ao fim do dia, depois do pôr do sol.

Tem uma particularidade bonita: nesta época, a Lua nasce pouco depois do pôr do sol durante vários dias seguidos, o que dá a sensação de haver “mais luar” à noite. E, este ano, vais poder vê-la a brilhar perto do planeta Saturno, um bónus para quem gosta de observar o céu.
A 7 de outubro: a primeira superlua do ano
Poucos dias depois, a 7 de outubro, acontece algo ainda mais especial: a primeira superlua de 2026. Mas o que é, afinal, uma superlua?
A Lua não anda à volta da Terra num círculo perfeito, a sua órbita é ligeiramente oval. Isso significa que, em alguns momentos, está mais perto de nós (um ponto chamado perigeu) e, noutros, mais longe (o apogeu). Quando a lua cheia coincide com o momento em que a Lua está mais próxima da Terra, chamamos-lhe superlua e ela aparece maior e mais brilhante do que uma lua cheia normal.
A diferença pode chegar aos 14% no tamanho e até 30% no brilho, embora a olho nu seja mais subtil. Ainda assim, vale bem a pena olhar para cima.
O truque para a ver ainda mais impressionante
Aqui vai uma dica que faz toda a diferença. Assim a Lua parece muito maior quando está junto ao horizonte, logo a seguir a nascer ou pouco antes de se pôr. É a chamada “ilusão da Lua”: quando a vemos perto de árvores, montanhas ou edifícios, o nosso cérebro compara-a com esses objetos e ela parece gigantesca.

Por isso, o melhor momento para a fotografar (ou simplesmente apreciar) é ao nascer da Lua, com algo em primeiro plano. Procura um sítio com o horizonte desimpedido, longe das luzes da cidade se possível, e olha para o lado nascente ao fim da tarde/início da noite.
Não precisas de equipamento
A melhor parte: para ver a Lua da Colheita ou a superlua não precisas de telescópio nem binóculos, vê-se lindamente a olho nu. Um telescópio ou uns binóculos ajudam a ver as crateras com detalhe, mas o espetáculo do disco brilhante no céu está ao alcance de qualquer pessoa, à janela ou num passeio.
E há mais para o resto do ano: depois desta, seguem-se mais superluas em 24 de novembro (a “Lua do Castor”) e 24 de dezembro (a “Lua Fria”), por isso, os próximos meses vão ser generosos para quem gosta de olhar para o céu.
No fundo, estes eventos são um bom lembrete para levantar os olhos do telemóvel e apreciar algo que acontece mesmo por cima de nós. Marca as datas, 26 de setembro e 7 de outubro e, se a noite estiver limpa, tens um espetáculo garantido e de borla.






