A linguagem dos morcegos é mais complexa do que pensávamos e um algorítmo pode tê-la decifrado


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O Conde Drácula sempre teve um condão para comunicar com as criaturas da noite, mas nunca se mostrou interessado em nos dizer como. Investigadores da universidade de Tel Aviv, Israel, podem ter agora quase decifrado a linguagem dos morcegos e descobriram que é bem mais complexa do que imaginado.

Os cientistas gravaram centenas de horas de morcegos da fruta egípcios, e concluíram que os guinchos dos pequenos animais são tudo menos simplistas.

O ouvido humano não consegue realmente distinguir grandes diferenças entre gritos individuais, principalmente quando dezenas ou centenas dos pequenos bichos se juntam em discussões. Tudo fica misturado e parece uma grande cacofonia.

Mas, ao se gravarem todas estas discussões e se separarem os animais individuais, o caso muda de figura. E se adicionarmos um algoritmo de aprendizagem automática (machine learning), desvenda-se um sistema de comunicação complexo.

Os cientistas indicam que muitoa dos gritos que nos pareciam ser sexuais ou alimentares têm na verdade outras funções. Com os resultados do algoritmo, é inclusivamente possível saber que indivíduo está a discutir com que indivíduo, sobre o quê, e qual será o resultado da discussão.

Não esperamos que os morcegos tenham longos diálogos sobre a situação geopolítica, mas que possuam uma comunicação bem mais elaborada do que anteriormente julgado ajuda-nos a perceber que o reino animal pode conter pistas importantes para o surgimento da linguagem humana.

Para já, quatro categorias de vocalizações foram encontradas: alimentação, posição de repouso, sono e tentativas de cópula indesejadas.

O algoritmo previu com uma eficácia de 71% que morcego estava a emitir uma vocalização, e em 61% das vezes conseguiu prever qual o assunto.

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