É preciso tentar lançar coisas novas, para tentar mexer com a carteira dos consumidores. É exatamente por isso que a indústria das televisões tem uma capacidade quase poética para inventar termos de marketing, que depois podem (ou não) trazer algo diferente.
Dito tudo isto, quando começas a ouvir falar em coisas como “Mini RGB”, a primeira imagem que te vem à cabeça é um painel de última geração, cheio de zonas traseiras independentes a controlar a luz ao milímetro, com pretos profundos e um contraste digno de rivalizar com o OLED.
Foi exatamente por aí que LG decidiu lançar a série MRG, mas não é uma solução perfeita para tudo. Há que saber onde te estás a meter.
Ou seja, o televisor tem qualidades inegáveis, sobretudo se o teu objetivo principal for ligar uma consola de última geração ou um PC para jogar. Também é incrível para ver filmes com as luzes apagadas, ou em situações onde a luz ambiente pode ser um problema.
A questão aqui é, para tirar a melhor performance possível, também precisas de criar o ambiente perfeito para isso.
O que é o Mini RGB?

No contexto de televisões, a tecnologia Mini RGB (ou RGB Mini-LED) refere-se a uma evolução revolucionária na retroiluminação (backlight) dos televisores LCD. Ou seja, em vez de utilizarem luzes traseiras azuis ou brancas que depois precisam de passar por filtros e camadas de pontos quânticos para criar as cores, as TVs Mini RGB utilizam milhares de LEDs microscópicos que emitem diretamente as três cores primárias: Vermelho, Verde e Azul (RGB). Assim, a cor é gerada logo na própria fonte de luz.
Dito tido isto, a LG tem 6 zonas de escurecimento local (1×6) neste modelo.
O que oferece um brilho muito interessante, mas também significa que os ângulos de visualização são curtos. De frente vais uma imagem incrível. De lado, vais ver luz mal distribuída, e por isso mesmo, uma imagem aquém de quem está a ver na posição correta. (Isto deve-se ao efeito bloom, devido ao sítio onde as áreas de iluminação foram montadas).
No fim do dia, isto significa que esta TV faz sentido para salas pequenas, onde as pessoas se sentam diretamente à frente da TV. Acaba por ser uma TV interessante para monitor ou um quarto.
Para jogar? Aqui a conversa muda de figura!
No lado do gaming, a coisa está muito interessante.

- Três portas HDMI 2.1 com 48 Gbps: Largura de banda total sem engasgos, permitindo ligar a PlayStation 5, a Xbox Series X e um PC de secretária sem teres de andar a trocar cabos atrás do móvel.
- Painel nativo a 144 Hz com suporte total: Suporta 4K a 120 Hz nas consolas e salta para os 144 Hz no PC, com VRR, AMD FreeSync Premium e compatibilidade NVIDIA G-Sync.
- Input lag ridículo: Ronda os 9 a 10 ms a 120 Hz e os 18 a 20 ms a 60 Hz, o que garante uma resposta imediata aos comandos mesmo em jogos de tiros ou competição online.
- WebOS e comando Magic Remote: O sistema continua a ser dos mais fluidos do mercado, com todas as aplicações de streaming à mão e o prático cursor giroscópio no comando.

A única ressalva para os jogadores mais atentos fica pelo arrastamento típico dos painéis VA (smearing) em transições de cinzentos muito escuros e pelos ângulos de visão muito curtos. Se estiveres sentado ligeiramente ao lado do centro da TV, a saturação e o contraste desmoronam de imediato.
Vale a pena comprar?
Tem um design sóbrio inspirado nas séries OLED, tem um suporte central ajustável que permite enfiar uma barra de som por baixo sem tapar a imagem e tem uma suite de jogos invejável. Mas, há muitas alternativas no mercado que podem ser mais apelativas.
Podia ser mais barata, se assim fosse, seria mais fácil recomendar. Por isso, se a apanhares numa grande campanha de promoções com um desconto brutal. E claro, o teu foco for ligar a consola numa sala iluminada durante o dia, faz sentido.








