Durante anos a fio, comprar um portátil Windows relativamente barato significava levar para casa o mesmo bloco de plástico cinzento, sem sal nem imaginação, e com níveis de performance bastante abaixo daquilo que o utilizador realmente queria.
Por isso, quem quisesse um design mais cuidado, fino e com acabamentos modernos acabava quase sempre empurrado para outras gamas de preço, ou claro, para o ecossistema da Apple.
Felizmente para todos nós, e curiosamente no meio de uma crise nunca antes vista, a Apple lançou o MacBook Neo. E isso fez com que todas as fabricantes tivessem de “criar” uma resposta decente.
A resposta da marca chinesa dá pelo nome de IdeaPad Vibe, uma nova gama com preços a começar nos 699 dólares (que por cá deverá rondar valores semelhantes em euros) desenhada diretamente para apontar armas ao MacBook Neo. Ou seja, em vez de tentar inventar a roda, a Lenovo pegou no conceito de portátil elegante e acessível, juntou-lhe a parceria habitual com a Pantone e atirou para cima da mesa sete cores berrantes para quem está farto da monotonia do costume.
Snapdragon X à cabeça e muita cor para animar a secretária

Portanto, a nova aposta chega em tamanhos de 14 e 15 polegadas, trazendo logo à nascença os processadores Snapdragon X da Qualcomm com Windows 11 Home. Prometendo assim aquela autonomia que finalmente não nos obriga a viver agarrados ao carregador.
Mas, não fica por aqui! Mais tarde chegam também configurações com os novos AMD Ryzen 400 e opções Intel.
Dito isto, aquilo que salta mesmo à vista é a preocupação estética. A Lenovo não quis posicionar a máquina apenas como “o portátil dos estudantes” e puxou da experiência que já tem na divisão mobile da Motorola. Temos sete tons validados pela Pantone, que vão desde o ‘Dreamy Violet’ ao ‘Spicy Gold’ ou ‘Radiant Coral’, teclas personalizáveis para quem quiser misturar cores e até a opção de montar um ecrã OLED para quem escolher os acabamentos mais discretos em cinzento ou azul-escuro.
A resposta que o lado Windows estava a precisar?
É pena ser só agora, em que é praticamente impossível lançar uma máquina boa e barata.
Afinal, até a própria Apple já foi “obrigada” a aumentar o preço do MacBook Neo.
Mas, temos de ver o lado positivo da coisa. A Apple não deixou que o mundo dos portáteis fosse a correr atrás do prejuízo com os aumentos absurdos no lado do hardware. Sendo exatamente por isso que a Lenovo tem esta brincadeira, e deverá ser seguidas por muitas outras alternativas similares.
Além disso, com possibilidade de configurar a máquina até aos 24GB de memória RAM, a Lenovo consegue aqui um equilíbrio muito interessante.
Resta saber como vão aterrar estes valores na Europa após impostos.








