A LEGO acabou de lançar o Smart Play: tecnologia e Star Wars

A LEGO acaba de fazer a sua jogada mais ambiciosa de sempre para trazer os tijolos de plástico para a era moderna. Chama-se Lego Smart Play e, ao contrário de tudo o que vimos antes (como o Hidden Side ou o Mindstorms), esta tecnologia promete mudar a forma como brincamos, sem nos obrigar a olhar para um telemóvel.

A estreia? Nada mais, nada menos que a linha LEGO Star Wars.

O que é o Smart Play? (O “Cérebro” do sistema)

Esquece as apps pesadas. Assim o sistema Smart Play funciona através de um ecossistema de hardware integrado nas próprias peças. É composto por três elementos principais:

O Smart Brick (Tijolo Inteligente): Parece uma peça 2×4 normal, mas é um computador em miniatura. Tem um chip ASIC personalizado (mais pequeno que um perno de Lego), um acelerómetro, uma bobina de cobre e um sistema de luzes LED e colunas.

A Smart Tag: Uma peça plana 2×2 com tecnologia NFC.

A Smart Minifigura: Os bonecos têm agora chips embutidos.

A magia acontece na interação: Graças a um novo protocolo chamado “BrickNet” (via Bluetooth) e um sistema de deteção de posição, o Smart Brick sabe exatamente o que estás a fazer.

Entretanto se colocares o Luke Skywalker no cockpit, a nave reage. Se abanares a nave (simulando voo), o som do motor muda. Entretanto se a nave “bater”, ouves o impacto. Tudo isto acontece em tempo real, com luz e som contextuais.

A melhor “Feature”? Não há App!

Num mundo obcecado por ecrãs, a LEGO tomou uma decisão radical: o Smart Play não precisa de aplicação para funcionar.

Não tens de emparelhar o telemóvel para brincar, não há subscrições, nem microtransações. A única altura em que podes precisar da app “Smart Assist” é para atualizações de firmware ocasionais. De resto? É construir e brincar, como nos velhos tempos.

Isto resolve dois problemas gigantes dos brinquedos tecnológicos:

Obsolescência: Não vais ficar com um brinquedo inútil daqui a 5 anos porque a LEGO decidiu desligar os servidores ou a app deixou de ser compatível com o teu iPhone.

Foco na brincadeira: As crianças mantêm os olhos no brinquedo, não no tablet.

Ah, e o carregamento? É sem fios. Basta pousar o Smart Brick numa base de carregamento. A bateria, segundo a marca, foi desenhada para durar anos.

Os primeiros Sets: A Força é forte nestes tijolos

Para estrear a tecnologia, a LEGO vai lançar três sets de Star Wars em março (com pré-venda a 9 de janeiro). Prepara a carteira, porque a tecnologia paga-se:

Luke’s Red Five X-Wing (~100€): Vem com o Smart Brick, minifiguras inteligentes do Luke e da Leia, e o R2-D2. Inclui assim sons de voo, laser e luzes nos motores.

Darth Vader’s TIE Fighter (~70€): O par ideal para o X-Wing, com o Vader inteligente e sons icónicos do motor TIE.

Throne Room Duel (~160€): O set mais caro e complexo. Assim recria o duelo final entre Luke e Vader na sala do Imperador. Podes esperar ouvir o zumbido dos sabres de luz e, claro, a Marcha Imperial a tocar diretamente da peça de LEGO.

Esta é a primeira vez que vemos a LEGO integrar tecnologia de uma forma tão orgânica. As Smart Minifigures e o facto de o som reagir ao movimento (e não ser apenas um botão que tocas para fazer barulho) trazem uma imersão brutal. Contudo, há o reverso da medalha: o preço. Pagar cerca de 160 dólares (provavelmente o mesmo em euros) por um set de 900 peças é puxado. Além disso, para acomodar a tecnologia, as proporções de algumas naves (como o X-Wing) parecem ligeiramente diferentes das versões de colecionador.

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Bruno Fonseca
Bruno Fonseca
Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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