Os jogos modernos estão a ficar ridículos em tamanho, e para ajudar à festa, o armazenamento está a ficar absurdamente caro.
Dito tudo isto, 100GB já não chocam ninguém, aliás, 150GB é basicamente o tamanho “normal” de qualquer jogo digno de sse nome. Mas, caso não saibas, já se fala que o próximo GTA pode chegar aos 300GB. Sim, 300GB.
É muito! Vai ser uma eternidade para fazer download, para instalar, e pior… para gerir o espaço disponível do disco.
A Sony sabe que isto é um problema.
A proposta: instalar 100MB e o resto vem depois
Uma nova patente da Sony fala numa abordagem chamada “asset streaming”.
A lógica parece simples no papel. Isto porque, em vez de instalares o jogo inteiro, fazes download apenas do executável e de alguns assets base, algo que pode ocupar apenas qualquer coisa como 100MB. Ou seja,o o suficiente para arrancar o jogo.
Depois, à medida que jogas, o sistema vai buscar os assets de maior qualidade à internet. Texturas melhores, elementos mais detalhados, tudo carregado dinamicamente.
No fundo, é quase como jogar a partir da cloud, mas a tentar anular a maior desvantagem do sistema. Afinal de contas, os ficheiros críticos já estão presentes e instalados no SSD da consola.
Parece inteligente. Mas não é tão simples. Sim, o processamento principal continua na máquina do jogador.
O problema é que, sempre que existe streaming de dados pela internet, existe dependência da ligação. Quem já jogou títulos sempre online sabe o que isso significa. Texturas que demoram a carregar. Elementos que aparecem do nada. Inimigos que “congelam” durante uns segundos e depois aceleram como se nada fosse.
A latência pode não afetar o motor principal do jogo, mas pode afetar a experiência.
A verdadeira questão: o problema é o tamanho… ou a indústria?
A ideia é interessante, mas… Será que precisamos mesmo de jogos com 300GB? Isto não é falta de otimização no lado de quem desenvolve e lança o jogo? É que caso não saibas, parte deste gigantismo vem de texturas absurdamente pesadas, duplicação de ficheiros para acelerar carregamentos e uma indústria que prefere atirar espaço de armazenamento ao problema em vez de otimizar.







