Há alguns anos atrás, ficou evidente que o mercado estava “louco” com a possibilidade de o smartphone se transformar em uma potencial consola para tudo e mais alguma coisa. Mas, foi demasiado cedo… Agora? Talvez já não seja.
- LNK
Counter-Strike 2 a correr a mais de 100 FPS num smartphone Android? É real, e pode mudar o jogo.

Quantas vezes já dissemos aqui na Leak.pt que os smartphones de topo modernos têm poder de processamento bruto e gráfico suficiente para fazer corar muitos computadores portáteis? Muitas, e de facto, já há portáteis com chips de smartphone no mercado.
Ou seja, o grande problema nunca foi a falta de força dos processadores móveis. Foi sempre o estrangulamento térmico (thermal throttling) e a incapacidade física de dissipar o calor gerado por chips fechados em carcaças de vidro extremamente finas.
Pois bem, um modder decidiu pegar no seu Nubia Z70 Ultra e resolver o problema do aquecimento. O resultado? Conseguiu meter o mítico Counter-Strike 2 da Valve a correr em pleno ambiente Windows no telemóvel, ligado a um monitor externo e a debitar uns impressionantes 110 a 140 FPS estáveis!
Ou seja, foi possível jogar um jogo moderno ultra competitivo, a partir de um simples smartphone. Aliás, foi possível fazer tal coisa com emulação à mistura, que é um pesadelo para a performance.
Como?
Para conseguir esta proeza, ‘ntsow’ do Reddit recorreu a uma modificação extrema. Ou seja, adaptou dois dissipadores de torre tradicionais de CPU de computador diretamente na traseira do smartphone.
Assim, com as temperaturas controladas e o Snapdragon 8 Elite a respirar à vontade a 100% de utilização contínua sem queimar os dedos a ninguém, a emulação de jogos nativos de PC para a arquitetura ARM atingiu um patamar surreal.
Depois de já ter demonstrado o The Witcher 3 a correr a 1080p em definições Ultra, foi a vez de colocar à prova um dos shooters competitivos mais exigentes e populares do planeta. Em definições baixas (como qualquer jogador competitivo de CS prefere para maximizar a taxa de atualização), o jogo manteve-se confortavelmente acima dos 100 FPS, sem quebras violentas de fluidez.
O futuro do gaming mobile está a bater à porta?
É óbvio que ninguém vai andar no metro ou na rua com um telemóvel colado a dois dissipadores gigantes de computador. Mas o valor deste teste não está na portabilidade imediata, mas sim na prova de que é possível.
Mostra claramente que os processadores mobile modernos já têm fôlego de sobra para correr jogos pesados de computador através de camadas de compatibilidade como o Proton/Wine. E se isto foi conseguido no Snapdragon 8 Elite original, imagina o que será possível com a chegada das novas gerações de 2nm e as variantes mais recentes de processadores topo de gama.
Assim, se as fabricantes apostarem a sério em docas de expansão dedicadas com refrigeração ativa para a secretária. A verdade é que o teu próximo smartphone de bolso pode muito bem vir a ser, ao mesmo tempo, a tua consola ou PC de jogos para ligar ao monitor da sala. É uma mudança de paradigma brutal, e por isso extremamente importante.
Afinal de contas, qual é o objetivo de andar a comprar placas gráficas caríssimas? Ou consolas com software proprietário, se podes fazer tudo a partir do teu smartphone?
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