Jogadores cada vez mais na mira dos criminosos

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Acredita-se que a audiência de jogos online esteja neste momento entre os 2.2 e os 2.6 mil milhões e com perspetivas de aumentar. Esta indústria, dominada por plataformas como o Steam, PlayStation Network e Xbox Live, está a tornar-se um alvo clássico para os criminososque procuram atacar operações online e obter acesso a informações como palavras-passe e dados bancários, como se verificou nos mais recentes ataques às plataformas de Xbox e PlayStation.

Com mais de metade da população a jogar online regularmente, os criminosostêm agora um conjunto de novos alvos. Além disso, os jogos conquistam cada vez mais fãs, com utilizadores a jogarem quando se sentem aborrecidos, sozinhos ou querem socializar com amigos. Por estas razões, quando bem-sucedidos, os ataques podem ter graves consequências para as vítimas, como por exemplo: exposição dos seus dados pessoais, perder o acesso aos seus jogos favoritos (quer temporária quer permanentemente), ao seu perfil de jogo e, até mesmo, ao dinheiro que eventualmente investiram.

Dos utilizadores que experienciaram uma tentativa ou um ataque bem-sucedido a uma das suas contas online, 14% identificou a sua conta de jogo como alvo principal do ataque. De acordo com o estudo, 38% destas vítimas não consegue restaurar rapidamente os detalhes das suas contas de jogo quando perdidas.

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Os jogos estão cada vez mais presentes na vida de muitas pessoas, sendo o smartphone um dos dispositivos de preferência para jogar online. Apesar de estes dispositivos não serem totalmente seguros, 18% das pessoas utiliza o Wi-Fi público para aceder às suas contas de jogo e 49% dos portugueses admite não ter qualquer precaução de segurança adicional quando utiliza redes públicas, o que os expõe a grandes riscos de segurança. Este perigo aumenta quando apenas 6% dos inquiridos elege a sua conta de jogo como uma das três que necessita de uma palavra-passe mais forte.

Além disso, como muitos perfis online estão hoje conectados, as vítimas poderão facilmente acabar por perder o acesso a diferentes contas, como o email ou as redes sociais, importantes por múltiplas razões. Enquanto este pode ser um risco emocional para jogadores amadores, jogadores profissionais correm riscos ainda maiores, podendo perder o acesso ao seu rendimento.

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Patricia Fonseca

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