Ver fábricas cheias de pessoas atarefadas vai ser, eventualmente, coisa do passado. Eu acredito que vão sempre existir trabalhadores humanos, mas, num futuro próximo, as tarefas mais pesadas, perigosas e repetitivas vão ser feitas por máquinas. E ainda bem que assim é. Muitos especialistas reclamam de que isto vai trazer mais desemprego. Mas… Alguém quer andar com pneus às costas durante 8 horas seguidas? Eu não.
Ainda não estamos bem dentro desta realidade. Os robôs humanóides ainda são caros, e ainda não conseguem o nível de destreza de um humano rotinado. Mas, a tecnologia não espera por ninguém, e de facto, em alguns sítios, eles já andam por aí.
Aliás, já tivemos a oportunidade de visitar uma fábrica da Renault, e encontrámos dois robôs operacionais já a fazer das suas. Curiosamente, um deles estava sentado a “descansar”. Só um é que estava concentrado na sua tarefa.
Já vimos o Robô Humanóide da Renault a trabalhar!
Portanto, estamos a falar do Calvin, mais concretamente Calvin-40. Um robô desenvolvido em parceria com a francesa Wandercraft.

Robôs são novidades em fábricas? De modo algum. Mas, aqui não estamos a falar de braços mecânicos que já fazem parte das linhas de produção há vários anos. De facto, há décadas. Em vez disso, estamos a falar de um robô com pernas, braços, e mãos, capaz de se mexer sozinho. Neste caso, pesa cerca de 90 kg, e consegue carregar até 40 kg de uma só vez.
Curiosamente, a ideia aqui é meter alguns destes robôs nos postos já ocupados por humanos. De facto, a Renault tem o grande objetivo de meter 350 exemplares nas suas linhas de produção até ao final de 2027. O que vai ser inegavelmente muito interessante.
Qual é a grande vantagem nisto?
É simples. Um robô não se queixa, não fica doente, não tem de comer, e pode trabalhar 24 horas, 7 dias por semana. Apenas precisa de ser carregado, ou levar uma troca de bateria para continuar a produzir.
Humanos com superforça? Sim, também está nos planos.
O plano da Renault não é apostar apenas em robôs. Também existem ideias muito interessantes de aumentar as capacidades dos humanos. Isto através do projeto Eve, ou seja, exoesqueletos feitos para dar “superforça” aos operadores das linhas. De facto, não é só força, com este tipo de “fato”, os operadores evitam cansaço e lesões, sem perder a destreza ou agilidade própria de um humano.
Tudo planos muito interessantes, que tivemos a oportunidade de ver com os nossos próprios olhos. Mas, antes de mais nada, qual é a tua opinião acerca de tudo isto? Achas que os robôs nas linhas de montagem são o futuro inevitável em 2026 ou a mão de obra humana nunca vai ser totalmente substituída? Deixa a tua opinião nos comentários.





