No campeonato da Inteligência Artificial, o Claude da Anthropic tem sido visto por programadores e criadores de conteúdo como o segredo mais bem guardado da praça. Ou seja, enquanto a OpenAI enchia o ChatGPT de truques visuais e a Google tropeçava nas próprias pernas com o Gemini, o modelo da Anthropic destacava-se pelo que realmente importava… Raciocínio apurado, escrita com nuances impressionantes e um talento incomparável para programar e detetar bugs em código complexo. Só que a lua de mel acabou!
Nos últimos tempos, há uma debandada visível de utilizadores a cancelar as suas subscrições do Claude Pro. E a culpa não é da concorrência ser genial. De facto, é da própria Anthropic estar a dar tiros nos próprios pés.
Quando pagas 20 euros (ou dólares) por mês por uma ferramenta de trabalho, o mínimo que exiges é estabilidade, limites generosos e que o sistema trabalhe para ti, em vez de se armar em polícia da moral. Mas não é isso que está a acontecer.
A marca de água invisível: O pânico dos estudantes e criadores?

Portanto, a gota de água mais recente rebentou com o anúncio da Anthropic de que vai passar a injetar marcas de água criptográficas invisíveis no texto gerado pelos seus modelos. Tudo para cumprir à risca as novas diretivas do Regulamento Europeu de Inteligência Artificial (AI Act).
A empresa jura a pés juntos que a marca não consome recursos extra e que serve apenas para provar que o texto veio de uma IA, isto sem associar o conteúdo ao nome ou à conta específica de cada utilizador.
Mas a comunidade não perdoou… quem usa a plataforma para trabalhos académicos, redação ou copywriting sentiu-se imediatamente traído. A ideia de ter um algoritmo a colocar uma “assinatura secreta” em cada parágrafo fez disparar os cancelamentos nas redes sociais, com muita gente a fugir a sete pés para modelos de código aberto ou ferramentas onde esse controlo não existe.
Um assistente que gosta de dar lições de moral?
Outra queixa que se ouve a cada esquina é a atitude irritante do modelo.
Se pedes uma tarefa perfeitamente legítima que toque vagamente num tema sensível, em vez de responder ou apresentar uma solução alternativa, o Claude bloqueia! Recusa o pedido e responde com um sermão paternalista. Falar com ele em certos contextos parece ser como arrancar dentes a frio.
Além disso, enquanto o ChatGPT e o Gemini já têm modos de voz em tempo real ultrarrealistas, que mudam de tom, imitam sotaques e te deixam interromper a conversa sem engasgos, o Claude continua agarrado a um sistema de voz tosco e antiquado, sem qualquer capacidade para gerar imagens, vídeo ou áudio nativo.
Limites apertados até para quem paga a mensalidade!
Mas o pior de tudo é o racionamento descarado de processamento. Pagas a subscrição Pro e, ao fim de 10 ou 15 mensagens numa conversa com código pesado ou PDFs longos… Levas com o aviso de que atingiste o teto de utilização e tens de esperar várias horas para voltar a trabalhar:
- Corte nos agentes externos: Em abril de 2026, a Anthropic bloqueou à socapa o acesso de ferramentas como o OpenClaw às subscrições mensais normais de 20$ e 100$, forçando toda a gente a pagar preços exorbitantes na API de consumo por uso para manter os seus agentes a correr.
- A oferta da concorrência: Pelo mesmo valor, a OpenAI oferece tetos muito mais folgados no ChatGPT Plus, e a Google junta ao Gemini Advanced espaço no Google Drive, YouTube Premium Lite e integração profunda nos telemóveis Android que a Anthropic nem sonha igualar.
Em suma, ter o melhor motor de texto do mercado não serve de nada. Isto se a ferramenta passa a vida a bloquear o fluxo de trabalho ou a julgar o utilizador. A Anthropic achou que os utilizadores engoliam tudo por fidelidade técnica, mas a paciência do consumidor tem limites.






