Como já dissemos várias vezes na Leak.pt, o futebol na televisão e as subscrições de desporto atingiram valores tão pornográficos no nosso país que muita gente decidiu voltar a “navegar os sete mares” à procura de alternativas. O que quase sempre resulta no uso de listas de IPTV pirata. Hoje em dia é um segredo aberto. Há centenas de milhares de portugueses a recorrer a estes serviços para fugir aos preços escandalosos dos canais premium. Mas com o cerco das autoridades europeias a apertar e com países vizinhos como Itália ou Espanha a multar os utilizadores finais diretamente em casa, surge sempre a grande questão de bastidores… Precisas mesmo de pagar uma VPN para ver a bola sossegado no sofá, ou o nosso cantinho à beira-mar plantado continua a fechar os olhos ao cliente comum?
Cartas em casa ou bloqueio das operadoras? Nah…

A primeira grande paranóia de quem subscreve uma lista pirata é a hipótese de receber uma carta registada com uma multa pesada no correio.
Mas, a realidade jurídica em Portugal ainda está a anos-luz da perseguição agressiva que se vê em Itália. Por cá, o foco das autoridades e dos detentores de direitos tem sido quase exclusivamente apontado a quem distribui, revende e lucra milhões com os servidores.
Por isso, o cidadão comum que comprou um acesso anual numa esquina da internet costuma ficar de lado. De facto, o verdadeiro papel de uma VPN em solo nacional não é tanto esconder a tua morada da polícia, mas sim contornar os filtros das nossas operadoras (MEO, NOS, Vodafone).
Ou seja, em noites de grandes jogos ou clássicos da Liga dos Campeões, os operadores aplicam bloqueios dinâmicos por DNS e estrangulamento de tráfego (traffic shaping) a servidores ilegais conhecidos. Fazendo com que a transmissão passe a vida a travar e a carregar se o teu tráfego não estiver devidamente encriptado num túnel privado.
Conclusão.
No fundo, a utilidade da VPN depende essencialmente da qualidade do fornecedor que arranjaste e do teu operador de telecomunicações.
Há serviços piratas mais sofisticados que já mascaram as ligações por portas comuns ou servidores camuflados.
Contudo, a partir do momento em que a tua ligação ao servidor da lista é identificada… A operadora não precisa de te mandar a polícia a casa. Basta-lhe degradar propositadamente a velocidade para aquele destino exato, e é aí que a VPN faz a diferença.







