Se durante anos o pagamento de serviços de IPTV ilegal passava por transferências, MB Way ou cartões pré-pagos, a nova tendência é clara. Criptomoedas. De facto, os serviços até oferecem descontos, ou meses extra, para quem paga com moedas virtuais, em vez de dinheiro real.
É uma forma muito curiosa de fazer as coisas, porque não se acabou com o pagamento “tradicional”. Algo completamente normal e natural, visto que quem vende este tipo de serviço sabe que é complicado convencer o público mais velho, ou mais desligado da tecnologia, a pagar com criptomoedas. Sendo exatamente por isso que aparecem vantagens à mistura.
Não é por acaso.
IPTV Pirata começa a apostar forte nas criptomoedas
As redes de IPTV pirata estão a migrar cada vez mais para pagamentos em Bitcoin ou outras moedas digitais, muitas vezes oferecendo descontos a quem paga dessa forma. Estamos a falar de 3 meses extra de borla, ou valores muito mais em conta. Porquê? Simples! Mais anonimato, menos rasto bancário, etc…
Mas como quase tudo neste mundo, há um lado que não aparece no anúncio.
Cripto como escudo contra rastreamento
O grande atrativo das criptomoedas para estas redes é evitar o sistema financeiro tradicional. Nada de bancos. Nem chargebacks. E claro, nada de bloqueios automáticos por parte de instituições financeiras.
Pagas em cripto, recebes acesso.
Só que a ideia de que é impossível rastrear estas transações é cada vez mais mito. A própria Europol já identificou mais de 47 milhões de euros em criptomoedas associados a redes de pirataria digital.
Ou seja, o rasto existe. Pode ser mais complexo. Mas existe.
O risco para quem paga?
Há aqui um detalhe importante que muita gente ignora.
Quando pagas um serviço ilegal em criptomoeda, não há proteção. Não há banco a quem reclamar. Nem há entidade reguladora. Se o serviço desaparecer amanhã porque foi encerrado pelas autoridades, o dinheiro desaparece com ele.
Por isso, a Europol tem intensificado operações contra redes de IPTV que utilizam cripto como forma de financiamento, desmantelando estruturas e bloqueando infraestruturas digitais.
Quem fica a arder? Muitas vezes o utilizador final.
Um mercado cada vez mais profissional
A verdade é que o IPTV pirata já não é aquele esquema amador feito a partir de um servidor improvisado. Estamos a falar de estruturas organizadas, com sistemas de afiliados, suporte técnico, marketing nas redes sociais e agora pagamentos descentralizados.
Mas continua a ser ilegal.
E a aposta em criptomoedas mostra uma coisa. Estas redes sabem que estão sob pressão e procuram formas de sobreviver num ambiente cada vez mais apertado.
Vale a pena o risco?
Num cenário em que as autoridades europeias estão a seguir o dinheiro e a tecnologia blockchain já não é o esconderijo perfeito que muitos imaginavam, pagar IPTV ilegal com criptomoedas pode parecer inteligente.
Mas é também uma forma de ficar completamente desprotegido.









