Durante muito tempo, foi fácil ouvir falar de plataformas de IPTV pirata a oferecer os seus serviços a 50 ou 60 euros por ano. Valores muito apelativos, que elevaram este mundo a um sucesso absurdo.
Afinal de contas, isto normalmente daria uma média de 5€ por mês para ter acesso a todos os canais premium e não só, visto que hoje em dia há vários distribuidores de IPTV ilegal que também dão acesso a vastos catálogos de séries e filmes, incluindo até os projetos mais recentes e populares de plataformas como a Netflix, HBO ou Prime.
Mas, os tais “5€ por mês” começam a ser um exagero nos dias que correm. A concorrência voltou a mudar as regras do jogo, e até no mundo dos piratas estamos a ver os preços a cair.
IPTV: A nova técnica é pagar com cripto. É (ainda) mais barato!
Portanto, até as plataformas mais antigas começaram a aceitar pagamentos em cripto, ao mesmo tempo que oferecem campanhas ainda mais vantajosas face ao que era normal. Ou seja, há serviços de IPTV a disponibilizar os seus serviços por pouco mais de 20€ anuais, e os antigos serviços que ofereciam serviços por 5€ mensais continuam a manter o seu preço, mas andam agora a oferecer 3 ou 4 meses gratuitos, caso o pagamento seja feito a partir de cripto.
Porque esta mudança?
A resposta é simples: pressão.
Por um lado, há cada vez mais concorrência entre serviços ilegais. Isto faz com que os preços desçam, tal e qual como acontece no mercado legal. Por outro, existe também uma pressão crescente das autoridades em vários países europeus, com operações a fechar plataformas e a identificar utilizadores.
É aqui que entra a cripto.
Pagamentos em criptomoedas são mais difíceis de rastrear, não passam pelos circuitos tradicionais e permitem a estas plataformas manter algum anonimato, tanto do lado de quem vende como de quem compra. Ao mesmo tempo, servem como incentivo com descontos agressivos para puxar mais utilizadores.
Ou seja, não é só uma questão de preço. É também uma questão de sobrevivência.
Mais barato… mas com mais risco
O problema é que este “novo modelo” também levanta mais riscos.
Ao pagar com cripto, o utilizador perde praticamente toda a proteção. Não há reembolsos, não há suporte real, e se o serviço desaparecer de um dia para o outro, o dinheiro também desaparece.
O mercado está a mudar… mesmo no ilegal
O mais curioso no meio disto tudo é perceber que até o mundo da pirataria está a seguir regras de mercado cada vez mais “normais”. Mais concorrência, preços mais baixos, campanhas agressivas e novos métodos de pagamento.
No fundo, é o mesmo jogo… só muda o lado da lei.








