É inegável que a Apple domina o mundo mobile com um autêntico punho de ferro. O iPhone pouco ou nada muda de ano para ano, e ainda assim, vende que nem pãezinhos quentes. De facto, basta olhar para a atual geração, que apesar de pouco ter mudado no campo da performance, vendeu um autêntico absurdo.
Aliás, não vendeu mais porque a Apple não teve capacidade de produção suficiente para meter mais smartphones no mercado.
Mas, a realidade é que ainda há utilizadores que fazem o caminho inverso. Por isso, tendo em conta que isto é um autêntico remar contra a maré, talvez faça sentido conhecer as razões para tal.
iPhone vs Android: Quais são as razões para o abandono da maçã?
Portanto, quem anda atento ao mercado dos smartphones sabe perfeitamente que o iPhone continua a ser o rei indiscutível das tabelas de vendas ano após ano.
De facto, desde que a Apple lançou o primeiro modelo em 2007, o mundo dos telemóveis mudou por completo, e o trono nunca mudou de sítio. No entanto, vender muito não significa que todos os clientes estejam satisfeitos.
Do teclado “lixo” aos designs que metem a Apple a um canto?
O iPhone não é um produto perfeito. Até porque, apesar de toda a evolução tecnológica, isso é coisa que não existe em lado nenhum.
Mas, basta dar um salto pelo Reddit ou por comunidades de tecnologia para perceber que as dores de cabeça com o iOS são reais, e algumas até são bastante antigas.
A primeira grande razão é a personalização: por muito que a Apple tenha facilitado a vida com os widgets e as alterações no ecrã de bloqueio, o Android continua a dar uma abada neste campo, permitindo mudar temas inteiros, animações e interfaces com os famosos launchers.
Logo a seguir vem a questão do teclado nativo da Apple. Os utilizadores queixam-se há anos que o corretor automático do iPhone é simplesmente “lixo”, que os atalhos de pontuação são uma dor de cabeça e que o deslizar para escrever funciona mal, obrigando muita gente a instalar o teclado da Google para não perder o juízo.
Mas a verdadeira machadada no orgulho da Apple prende-se com duas questões fundamentais: o preço e a liberdade de software.

Ou seja, se queres um iPhone novo, o modelo mais barato em catálogo é o iPhone 17e que começa nuns puxados 739 euros (isto sem falar nas versões Pro que ultrapassam alegremente os quatro dígitos). No outro lado da barricada, no mundo Android, a oferta é gigantesca e tens smartphones excelentes e fiáveis para todas as carteiras, como o Google Pixel 10a ou o Samsung Galaxy A57.
Para além disso, a liberdade para fazer “sideloading” (instalar aplicações fora da loja oficial) continua a ser uma dor de cabeça no iPhone para quem vive fora da União Europeia, enquanto no Android sempre foi um processo à distância de um clique.
Continuar preso a um único formato?
Para fechar o assunto, há dois pormenores que desesperam qualquer ex-utilizador de iOS. O primeiro é a falta de um botão ou gesto de “retroceder” que funcione da mesma maneira em todo o sistema. E isto é de facto um problema inacreditável de design. Porque nem todas as apps funcionam da mesma forma.
O segundo é o design… Ou seja, enquanto o muito falado iPhone dobrável continua no segredo dos deuses. O ecossistema Android já oferece telemóveis em formato de livro, em concha e até modelos que dobram em três (Z-shape). Isto já para não falar de excentricidades úteis como o ecrã de privacidade e a caneta stylus do Samsung Galaxy S26 Ultra ou os gatilhos para jogos do RedMagic 11 Pro.
Achas que as limitações do ecossistema fechado da Apple justificam a mudança para o Android ao longo de 2026 ou a segurança e a estabilidade do iPhone continuam a compensar todas estas falhas? Deixa a tua opinião nos comentários.





