A Apple decidiu mexer um bocadinho no design dos seus iPhone 17 Pro e Pro Max em 2025, o que resultou em… Um absurdo sucesso! É muito provavelmente uma das gerações que mais vendeu de sempre, sendo extremamente fácil encontrar tanto o modelo Pro como o modelo Pro Max na rua. Até em Portugal, onde o dinheiro não abunda, é extremamente comum ver este tipo de smartphone na rua.
Porquê? Porque apesar de ter sido uma mudança ligeira, a realidade é que este iPhone é o mais diferente em muito tempo. Por isso, quem gosta de usar o iPhone como um simbolo de estatuto, fez das tripas coração para o comprar.
Ou seja, no final do dia, pouco ou nada mudou entre o iPhone 16 e o 17. Tal e qual como também pouco ou nada tinha mudado entre o iPhone 15 e o 16. Mas a Apple vende, e não é pouco. Curioso porquê? Simples, porque a Samsung anda a seguir a mesma estratégia, e os resultados estão muito longe de ser os mesmos.
Mudar (pouco) resulta. Mas não para toda a gente!
A Apple percebeu há muito tempo que não precisa de reinventar a roda todos os anos. Basta afinar, ajustar, melhorar aqui e ali, e manter uma imagem consistente. O utilizador olha, reconhece e compra. Toda a gente sabe que aquele é o iPhone mais recente, e isso tem peso no mercado.
Mas, claro, isto só funciona quando tens uma marca que já vive na cabeça do consumidor há anos. O iPhone não é só um smartphone. É um símbolo! É “status”.
A Samsung quer fazer igual. Mas não consegue.
Se olharmos para os últimos Galaxy S, especialmente os modelos Ultra, a estratégia é parecida. Poucas mudanças, design muito semelhante, melhorias incrementais.
Mas há aqui um problema evidente. O impacto não é o mesmo.
A Samsung continua a fazer excelentes smartphones. Muitas vezes até com mais inovação visível do que a Apple. Melhor zoom, mais versatilidade na câmara, mais opções de personalização, mais liberdade no software.
Mas isso não se traduz automaticamente em vendas.
No fim do dia, isto é tudo perceção?
O iPhone continua a ser visto como o topo. Mesmo quando não muda muito. Mesmo quando há alternativas tecnicamente mais interessantes. Curiosamente, apesar de a Apple ter fama de “careira”. A realidade é que os preços estão muito bem ajustados. Aliás, se quiseres o melhor da Apple, vais para o Pro por 1349€. Por sua vez, se quiseres o melhor da Samsung, tens de ir para o Ultra de 1499€.
O mercado já decidiu. E não é só sobre tecnologia
Se há coisa que estes últimos anos mostram é que as decisões de compra já não são só técnicas.
Não interessa apenas qual tem melhor sensor, mais RAM ou mais bateria. Interessa o pacote completo. A marca, a imagem, o ecossistema, a confiança. E aqui, a Apple continua vários passos à frente.
No final do dia, a pergunta é simples
Vale a pena continuar a lançar smartphones quase iguais todos os anos? A Apple prova que sim. A Samsung prova que… nem por isso.








