Como se já não bastasse o murro no estômago que foi ver a Apple aumentar o preço de todos os iPhones em 150 euros logo no lançamento da nova geração, atirando as culpas para o processo de 2nm da TSMC e para a famosa crise de componentes, parece que o pesadelo na fatura pode ainda não ter chegado ao fim.
Ou seja, anda a circular com insistência o rumor de que a Apple terá finalmente cedido às exigências da Samsung e aprovado contratos de fornecimento de memória muito mais caros para o primeiro trimestre de 2027. O resultado prático que muitos já estão a antecipar? O normal.
Mas… Eu tenho dúvidas.
iPhone vai ficar mais caro… Outra vez!? Calma.

Um segundo aumento de preço oficial do iPhone 18 Pro a meio do seu ciclo de vida? Seria muito complicado para o mercado, e especialmente para a Apple. Sim, existe a ideia de que a Apple pode pedir o que quiser que a “coisa” vende. Mas, não é bem assim. Aliás, basta olhar para as pré-vendas dos iPhone 18 Pro e Pro Max para perceber que estamos bastante longe dessa realidade.
Sim, a especulação correu a internet depois de publicações apontarem que os módulos de 12GB de RAM fornecidos pela Samsung vão encarecer cerca de 33%, enquanto o armazenamento NAND Flash vai subir outros 27%.
Mas, a Apple não anda a dormir. Há três razões muito sólidas para olhar para este rumor com um camião de desconfiança:
- A margem dos 150 euros já previa isto: A Apple não decide os preços de lançamento facilmente. Era previsível que os preços dos componentes iriam aumentar mais um pouco até ao final do ano.
- O iPhone é a porta de entrada para a “armadilha”: A Apple não ganha dinheiro apenas a vender o pedaço de metal e vidro. O verdadeiro poço de petróleo está nas comissões da App Store, nas assinaturas do iCloud, do Apple One, e no facto de quem tem um iPhone acabar por comprar um Apple Watch, uns AirPods ou um iPad. Subir os preços duas vezes dentro do mesmo ano fecharia a porta na cara de novos utilizadores e enfraqueceria o ecossistema.
- Absorver custos para garantir volume: Mesmo que a margem de lucro por aparelho encolha um par de pontos percentuais, a Apple prefere engolir essa perda operacional do que ser rotulada publicamente de gananciosa e ver as vendas colapsarem nos primeiros meses de 2027.
Também há chips chineses no horizonte.
Há também negociações com a CXMT para que a Apple comece a meter chips de memória chineses no iPhone. Não é que estes chips sejam mais baratos, porque não são. Mas há stock, e há mais facilidade em fechar negócios de volume com alguns descontos à mistura.
Outro aumento de preço? Só para o iPhone 19 (ou 20).








