Há anos que se fala da entrada da Apple no mundo dos dobráveis. A malta esperou, desesperou, viu a Samsung e as marcas chinesas lançarem gerações atrás de gerações de aparelhos flexíveis, sempre com a esperança de que Tim Cook estivesse a guardar uma carta na manga para revolucionar o segmento. Pois.. .De facto estava! O primeiro dobrável da marca, apelidado de iPhone Ultra, prepara-se para chegar às prateleiras com um preço absurdo a começar nos 2500 dólares (que por cá passa fácil os 2.800€), mas vai perder algumas das funcionalidades de topo que encontramos nos modelos Pro.
Adeus ao Face ID e câmara telefoto.

Sim, é caro, mas não há espaço para tudo dentro do corpo de um smartphone dobrável.
Por isso, a primeira grande machadada está na biometria. O chassis do aparelho é tão fino que a Apple pura e simplesmente não conseguiu enfiar lá dentro o conjunto de sensores TrueDepth. Resultado: o Face ID vai mesmo para o lixo.
Assim, em vez do reconhecimento facial que usamos há quase uma década, a marca vai regressar ao Touch ID num botão físico lateral, algo que já não vemos num topo de gama da maçã desde o velhinho iPhone 7 de 2016.
Além disso, se achavas que ter um telemóvel de quase três mil euros significava ter o melhor sistema fotográfico do mercado, desengana-te. O modelo vai trazer apenas duas lentes traseiras de 48 MP (principal e grande angular), deixando de fora o sensor telefoto de zoom ótico.
Botões trocados, nada SIM físico e a teimosia do costume

A lista não fica por aqui. Para maximizar o espaço interno com a placa principal à direita e evitar passar cabos por trás do ecrã, a Apple decidiu eliminar o Botão de Ação que estreou no iPhone 15 Pro, mudando os botões de volume para a parte superior do aparelho, tal como faz no iPad mini.
Além disso, a gaveta física para cartões SIM também desaparece a nível global, empurrando toda a gente obrigatoriamente para o eSIM.
A única notícia simpática no meio deste mar de cortes é que o MagSafe parece ter sido salvo à última hora, permitindo o uso de carregadores e acessórios magnéticos. Mas no fim do dia, a pergunta óbvia impõe-se… Queres um iPhone mais caro que o Pro, mas pior que o Pro?






