O iPhone Duo é o smartphone mais caro do mercado, e é também o novo “holy grail” da Apple. É um aparelho diferente, capaz de acumular uma quantidade de “hype” como há muito não se via no mercado. Mas, não é o melhor iPhone que a gigante Norte-Americana alguma vez desenvolveu e lançou.
Os modelos Pro e Pro Max são objetivamente superiores, e agora temos o perfeito exemplo disso mesmo na gravação de vídeo, um dos tradicionais pontos fortes do iPhone.
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iPhone Duo – 2400€ não chegam para 4K!?

Portanto, depois de anos a fingir que o sobreaquecimento não existia e a ver os iPhones a fazerem thermal throttling agressivo ao fim de dez minutos de sol ou de carga pesada, a Apple finalmente deu o braço a torcer e adotou sistemas de arrefecimento por câmara de vapor (vapor chamber) nos modelos Pro.
De facto, a tecnologia foi refinada para a nova linha iPhone 18 Pro e, claro, transitou com pompa e circunstância para a grande estrela da companhia: o caríssimo iPhone Duo.
Mas… Há um problema!
Os primeiros testes práticos com unidades reais revelam que o dobrável de 2.400 euros aquece que se farta logo abaixo do módulo de câmaras assim que lhe pedes para gravar vídeo em 4K!

O relato vem de Tim, do canal MediaStorm, que teve oportunidade de puxar a sério pelo novo dobrável da maçã e não teve meias palavras para descrever a experiência térmica. Ou seja, no uso diário comum a coisa aguenta-se, mas basta carregar no botão vermelho para gravar vídeo de alta resolução e a zona inferior das câmaras atinge temperaturas desconfortáveis, descrevendo-o mesmo como um dos telemóveis mais quentes que alguma vez testou.
Ser fino ainda tem um preço a pagar.
O que está a falhar? A física não perdoa designs ultra-finos
Como é que um telemóvel equipado com a mais recente câmara de vapor da Apple consegue aquecer tanto? A explicação reside na matemática impiedosa da engenharia dos dobráveis:
- Tudo espremido no mesmo sítio: Ao contrário dos iPhones tradicionais em barra onde o espaço interno é uniforme, num dobrável tens de dividir a carcaça em duas metades articuladas pela dobradiça. O iPhone Duo concentra praticamente todo o cérebro computacional (processador, modems de sinal e controladores de câmara) numa área minúscula empilhada logo abaixo das lentes. Quando o chip e o processador de imagem (ISP) entram em carga máxima para processar vídeo 4K em tempo real, o calor não tem para onde fugir e dissipa-se diretamente contra o chassis de vidro e metal.
- O peso de alimentar dois ecrãs: O hardware de suporte tem de gerir muito mais área de visualização e controladores de painel do que num iPhone Pro tradicional, gerando calor parasita adicional que a câmara de vapor simplesmente não consegue expelir com rapidez suficiente num corpo tão fino.
Vai melhorar?
Do lado da Apple, há sempre a linha de defesa pronta. Isto porque as unidades testadas nos eventos e pelas primeiras mãos eram modelos de demonstração. Correndo versões de software que podem não ser a versão final de lançamento. Há também a teoria habitual de que os iPhones precisam de “3 a 5 dias para indexar ficheiros em segundo plano”. Uma desculpa muito conveniente para justificar consumos energéticos anormais na primeira semana.
É perfeitamente possível que uma atualização do iOS venha a atenuar as temperaturas antes da chegada do aparelho às lojas no próximo mês. Mas todos sabemos perfeitamente como é que a Apple “resolve” problemas de aquecimento por via de software… Limitando o pico de desempenho do processador. Ou cortando o brilho do ecrã a meio da gravação, ao mesmo tempo que baixa a taxa de bits do vídeo para não queimar os dedos do utilizador.
Isto vai mudar alguma coisa? Não.
O iPhone Duo vai esgotar. Acredito mesmo nisto. Vai ser um sucesso absurdo, por muitos defeitos que tenha.
Algo que até é bastante curioso. Pena o preço abusivo, mas isso é o que é.






