Caso não saibas, existem diferenças entre o iPhone vendido por cá, e o vendido em outros territórios como o Norte-Americano. Diferenças que podem ser consideradas como significativas, visto que afetam a autonomia da bateria do teu smartphone. Estamos a falar da ranhura para o velho Cartão SIM.
Aliás, de facto, apenas o iPhone Air é vendido sem entrada para cartões SIM físicos em Portugal, todos os outros continuam a contar com o suporte à tecnologia. Mas… Isso pode ter os dias contados em 2026.
iPhone: Apple quer acabar com o cartão SIM em Portugal. Ainda bem!
Portanto, caso não saibas, a Apple quer acabar com a ranhura para o cartão SIM físico, porque quer aproveitar o espaço desse componente para outras coisas. Nomeadamente, para poupar dinheiro no leitor do cartão e claro, meter baterias maiores, que por sua vez possam oferecer mais alguns minutos de autonomia aos consumidores.
É simples no papel. A Apple poupa dinheiro no leitor de cartões, encomenda a mesma bateria para todos os aparelhos, e deixa de ter linhas de produção diferentes.
Mas… Sou muito honesto, em Portugal ainda é complicado pensar na erradicação do cartão SIM.
Isto é especialmente verdade para clientes com mais idade. Mas, este é o passo natural. Um smartphone pode ter um ou mais cartões virtuais. Que são mais fáceis de gerir, e até de transferir para outros smartphones.
É uma situação “Win-Win”. Onde se ganha menos complicação, e mais bateria.
Mas afinal, qual é a diferença entre um SIM e um eSIM?
O SIM tradicional é um cartão físico. Um pequeno chip que colocas dentro do smartphone para te ligares à rede da operadora. É ele que guarda a tua identidade na rede móvel. Número, autenticação, acesso a chamadas e dados móveis. Sempre que mudas de operador, tens de trocar fisicamente o cartão.
Já o eSIM faz exatamente a mesma coisa, mas sem cartão físico. Está embutido na placa do smartphone. Não há ranhura, não há plástico, não há nada para remover. A ativação é feita digitalmente, normalmente através de um QR Code ou da app da operadora.
Ou seja, em vez de tirares um cartão e colocares outro, simplesmente descarregas um perfil digital.
Na prática, o que muda para o utilizador?
Podes ter vários números no mesmo equipamento sem andar a trocar cartões. Podes mudar de operador sem sair de casa. Se quiseres podes transferir o número para outro aparelho em poucos minutos. E se perderes o smartphone, ninguém consegue simplesmente retirar o cartão e colocá-lo noutro aparelho.
No fundo, é apenas mais um passo na digitalização total do smartphone. E sejamos honestos. Daqui a dois ou três anos, ninguém vai ter saudades do plástico.






