iPhone ainda tem a capacidade de revolucionar o mercado?

A Apple tem sempre a fama de ir atrás daquilo que já foi feito, mesmo que levado ao limite da funcionalidade e refinação. Mas… A verdade é que a Apple é quem começa muitas tendências. Basta olhar para o mundo dos smartphones atual, que foi basicamente criado pela Apple, e que de facto, continua a ser extremamente baseado naquilo que o iPhone traz para cima da mesa ano após ano.

Aliás, a Apple acabou com a entrada para auriculares (ao mesmo tempo que lançou os primeiros AirPods), e foi tudo atrás. Introduziu a “notch” e foi tudo atrás. Até com o botão de câmara, houve fabricantes a tentar fazer algo de similar.

Dito tudo isto, numa altura em que o mercado parece estar extremamente estagnado, será que o iPhone ainda tem o dom de revolucionar a coisa? A versão comemorativa dos 20 anos está aí à porta, e também temos um hipotético iPhone Dobrável prestes a ser lançado.

O que vai mudar?

iPhone ainda tem a capacidade de revolucionar o mercado?

A imagem em cima representa tudo aquilo que a Apple deve fazer até 2027. Isto segundo todos os rumores que têm chegado à Internet. O que podemos ver?

Bem, o sistema Face ID vai mudar, com sensores a ficarem escondidos debaixo do ecrã OLED, ou então a ficarem bastante mais pequenos, o que deverá resultar numa ilha bastante mais compacta.

Além disso, vamos ter o iPhone Fold que vai dar muito que falar.

Também vamos ver novas versões Air, e algumas melhorias internas nos modelos Pro e Pro Max. Isto tudo ao mesmo tempo que a Apple muda um pouco o seu calendário, ao separar lançamentos entre modelos mais baratos e mais caros.

Mas…

O iPhone Fold é o que vai dar mais que falar, mas não vai mudar grande coisa.

O produto que mais curiosidade gera é, sem dúvida, o iPhone Fold.

Um iPhone dobrável vai ser notícia, vai vender bem e vai criar aquele efeito de desejo típico da Apple. Mas há um problema difícil de ignorar: a Samsung fez isto tudo primeiro. E não foi ontem. O formato já está no mercado há anos, com várias gerações, acertos e erros pelo caminho.

Ou seja, quando a Apple chegar, não vai estar a inventar nada. Vai, no máximo, refinar. Fazer melhor, mais polido, mais “Apple”. Isso pode ser excelente para o produto, mas não é revolução.

A palavra “revolução” está gasta e mal usada. Não é um problema da Apple. É mesmo o contexto atual.

Porque é que se insiste tanto em usar a palavra “revolucionar” sempre que se fala da Apple? A indústria dos smartphones está madura, previsível e, em muitos aspetos, estagnada.

Os telemóveis são retângulos de vidro com ecrãs excelentes, câmaras muito boas e desempenho mais do que suficiente para quase toda a gente.

Para haver uma revolução real, teria de mudar a forma como interagimos com o dispositivo. Um formato completamente novo, uma interface radicalmente diferente, ou um salto tecnológico que alterasse o papel do smartphone no nosso dia a dia.

Nada disso está no horizonte imediato, nem para a Apple, nem para mais ninguém. Aliás, com todas as crises que se amontoam no lado da indústria, revolucionar é praticamente impossível.

Conclusão

Se a pergunta for “qual iPhone vai revolucionar o mercado?”, a resposta mais honesta é simples. Nenhum. Pelo menos não nos moldes atuais. O iPhone Fold vai ser interessante, a aposta em inteligência artificial vai ser cada vez mais agressiva, e o ecossistema vai continuar a ser o grande trunfo da Apple.

Mas revolução? Essa palavra já não pertence aos smartphones. E talvez isso não seja um problema tão grande como muita gente pensa.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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