Se há coisa que achei muito bem na geração 17 do iPhone, é mesmo o facto de os modelos Pro e Pro Max serem exatamente os mesmos, à exceção do tamanho do ecrã e da bateria, consequências diretas do tamanho físico do aparelho. Mas, isso parece mudar com o iPhone 18 Pro.
Ou seja, a estratégia de Cupertino vai voltar a abrir uma vala bem funda entre os dois aparelhos. Se estavas a pensar poupar uns trocos e comprar o modelo Pro mais compacto, é melhor preparares-te, porque a Apple parece decidida a reservar os melhores truques exclusivamente para quem estiver disposto a carregar um autêntico “tijolo” no bolso e pagar o preço mais alto da tabela.
Bateria: O Pro Max dispara e o Pro?

Portatnto, a primeira grande machadada está na capacidade pura da bateria revelada pelas mais recentes certificações regulamentares. Enquanto o iPhone 18 Pro Max salta para uns impressionantes 5567 mAh (um ganho bruto de quase 10% face aos 5088 mAh do 17 Pro Max), o iPhone 18 Pro fica-se por uns modestos 4288 mAh, o que é praticamente uma fotocópia dos 4252 mAh da geração anterior.
- Nota: Isto pode mudar na Europa, porque devemos continuar a contar com o espaço para o cartão SIM, algo que já não acontece em vários mercados.
É verdade que o novo processador A20 Pro e o modem de nova geração vão trazer ganhos de eficiência a ambos os modelos, mas a matemática não engana. A distância de autonomia real entre o Pro pequeno e o Pro Max vai ser a maior de que há memória nos últimos anos. O reverso da medalha para quem optar pelo gigante será, inevitavelmente, um peso ainda mais notório na mão.
Abertura variável só para os “ricos” do Pro Max?

Como se o fosso na bateria não bastasse, a história repete-se no departamento fotográfico. O que é uma pena.
Ou seja, vários relatos de bastidores e analistas de peso apontam para que este seja um ano de viragem nas câmaras do iPhone, com a chegada de um sistema de abertura mecânica variável na lente principal. Permitindo controlar a entrada de luz e a profundidade de campo de forma muito mais natural e profissional.
O problema? Há fortes indícios de que a Apple vai guardar esta tecnologia revolucionária exclusivamente para o iPhone 18 Pro Max. Deixando o 18 Pro com sensores mais convencionais.
Uma decisão arriscada num ano de preços a subir
Num ano em que a crise da memória e os custos de produção da TSMC ameaçam empurrar os preços de todos os modelos para fasquias ainda mais proibitivas. Castigar quem prefere formatos mais compactos, e até vê uma oportunidade neste modelo para continuar topo de gama sem gastar muito dinheiro… Pode ser um erro.
Resta saber se a Apple vai mesmo confirmar esta segmentação agressiva no palco de setembro. Ou se terá o bom senso de manter os dois modelos Pro com o mesmo patamar de excelência que vimos nas últimas gerações.







