Não é novidade para ninguém que o hardware está mais caro. Sendo exatamente por isso que se fala tanto de aumentos de preço, ou cortes na performance da nova geração de smartphone. Aliás, a memória do iPhone 18 Pro está tão cara que já custa mais do que o ecrã e o processador juntos!
Mas, isso não significa que a Apple tenha obrigatoriamente de aumentar preços. Afinal de contas, as margens da gigante Norte-Americana são, e de facto sempre foram, extremamente altas.
Por isso, apesar de ainda não sabermos que preço vamos ver nas prateleiras em Setembro, pode ser boa ideia dar uma vista de olhos ao preços dos componentes mais importantes.
iPhone 18 Pro: Qual é o preço real do novo smartphone?

Portanto, falta sensivelmente um mês para a apresentação oficial do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max. Mas, o nervosismo nos escritórios da Apple em Cupertino é tal, que já se sente em Lisboa.
Afinal de contas, quem achava que o preço dos processadores topo de gama ou dos ecrãs OLED com taxas de atualização variáveis eram o grande pesadelo de custos na produção de um smartphone vai ter de rever a matéria para o exame. Afinal, segundo um relatório fresquinho da consultora TrendForce, o grande vilão do próximo topo de gama da Apple tem um nome bem conhecido: a memória RAM.
Aqui não estamos a falar de um aumento de preço ligeiro. É uma coisa mesmo muito a sério.
Basta olhar para o modelo de 256GB do iPhone 18 Pro, que é muito provavelmente o iPhone mais acessível de Setembro (visto que os modelos base só deverão ser lançados em Abril de 2028).
Em suma, a memória LPDDR5X de 12GB vai passar a representar nada mais, nada menos do que 34% do custo total de produção (BOM) do aparelho no lançamento e pode chegar aos 42% na primeira metade de 2027. Para se ter uma ideia do absurdo, o novo processador A20 Pro e o ecrã OLED juntos vão representar apenas cerca de 9% a 10% do custo cada um. Ou seja, a RAM isolada custa mais do que a máquina de processamento e a imagem juntas.
Isto nunca aconteceu!
E agora? O que a Apple quer fazer? Comer a margem de lucro ou encarecer o telemóvel para o consumidor?

A subida vertiginosa nos preços dos chips de memória por causa da corrida à inteligência artificial e aos servidores está a encostar todas as marcas à parede. No caso da Apple, o custo de produção total do iPhone 18 Pro vai disparar cerca de 38% em comparação com a geração anterior.
Se juntarmos a RAM ao armazenamento NAND de 1TB (que pode custar perto de 250 dólares sozinho), a fatura de componentes só na memória bate fácil nos 400 dólares.
Isto coloca a Apple perante uma encruzilhada muito complicada, onde existem 3 caminhos.
- Passar todo o custo para o consumidor, o que poderá não correr muito bem, porque é um aumento perto do absurdo.
- Fazer 50/50, com as margens a descer, e o preço aumentar (mas menos).
- “Comer” todo o aumento com a margem e manter os mesmos preços de sempre.
Eu sou muito honesto, eu acho que a Appe vai andar pelos 50/50, ou muito perto disso.
Aumentar 300€ um smartphone de um ano para o outro não é grande ideia. Mas, ainda assim, vamos com toda a certeza ver aumentos entre os 100 e 200€.







