iPhone 18 a caminho, e provavelmente com preços mais altos. O que claro está, pode significar uma procura mais baixa. Mas… A Foxconn abriu os cordões à bolsa para contratar milhares de trabalhadores à pressa!
Falta menos de um mês para o ritual do costume. Ou seja, em setembro, a Apple vai subir ao palco do Steve Jobs Theater para nos mostrar a nova família iPhone 18 Pro e, se os rumores se confirmarem, o seu primeiro e há muito aguardado dobrável, o iPhone Fold.
Assim, apesar de estarmos a viver uma das piores crises de chips de memória dos últimos anos e de toda a gente antecipar aumentos de preço agressivos, a gigante de Cupertino não parece minimamente assustada com a procura. Pelo contrário: as fábricas na China já entraram em modo de guerra.
A Foxconn, principal parceira de montagem da Apple, começou uma corrida desenfreada à contratação de mão de obra para a sua megafábrica de Zhengzhou. Oferecendo bónus diretos que ultrapassam os 1100 euros (8800 yuans) para quem entrar já na linha de produção.
Operação setembro! Linhas de montagem a todo o gás para o iPhone 18 Pro e Fold

Portanto, segundo avançam os meios económicos asiáticos, a apresentação oficial deverá acontecer por volta do dia 9 de setembro, mantendo o calendário habitual da marca.
Mas, para garantir que os primeiros lotes chegam às lojas a tempo do lançamento comercial, a Foxconn precisa de milhares de braços adicionais em setores críticos como teste de componentes, montagem final e controlo de qualidade.
Quem começou a trabalhar logo a partir de meados de agosto garantiu um incentivo extra para acelerar o ritmo. É verdade que o valor total do bónus de contratação é ligeiramente inferior ao de anos anteriores (em que chegou a tocar nos 9000 yuans), mas continua a ser uma verba astronómica para os padrões da região. E com a complexidade técnica acrescida que a montagem de um modelo dobrável como o iPhone Fold exige, a pressão nas linhas de montagem vai ser brutal.
A crise da memória vai mesmo dar cabo da tua carteira?

A grande dúvida que paira no ar não é se a Foxconn consegue montar os aparelhos a tempo, mas sim a que preço é que eles vão chegar às nossas mãos. Os custos dos módulos de memória RAM e armazenamento NAND Flash dispararam para patamares históricos. Representando uma fatia cada vez mais absurda do custo real de produção (BOM) de qualquer topo de gama moderno.
A Apple até tem músculo financeiro e margens de lucro confortáveis para amortecer o choque, mas se há coisa que a empresa nunca fez foi fazer caridade com os seus lucros. Por isso, por muito que a produção inicial esteja a acelerar a todo o vapor… Tudo indica que a fatura dos componentes vai acabar por ser empurrada diretamente para o consumidor.
Resta saber se a loucura habitual das filas e das pré-reservas vai manter-se intacta quando os preços forem oficialmente revelados na apresentação de setembro.







