A nova geração do iPhone já é uma realidade nas prateleiras. A Apple anunciou três novos aparelhos (o 18 Pro, o 18 Pro Max e o dobrável iPhone Duo), e como estou farto de dizer por aqui, fiquei com a certeza absoluta de que a coisa não foi assim tão bem pensada quanto isso.
Os novos modelos Pro e Pro Max não são praticamente nada diferentes face ao ano passado e, como se isso não fosse já um ponto negativo gravíssimo a reter, ficaram ainda 150 euros mais caros. Sim, leste bem: mais caros por quase a mesma coisa!
Por isso mesmo, em vez de vender o meu iPhone 17 Pro para comprar o novo 18 Pro e continuar naquela rotina cega de estar na crista da onda do mundo Apple, decidi que não fazia o menor sentido gastar ainda mais dinheiro para ficar com o mesmo exato aparelho nas mãos.
Mas o iPhone 18 Pro é mesmo igual ao 17 Pro?

Não, em bom rigor técnico não é. O novo modelo traz mais bateria, estreia finalmente uma lente com abertura variável na câmara principal e vem armado com um SoC produzido no processo de 2nm da TSMC que, no papel e nos gráficos de benchmark, representa o maior salto geracional de sempre da marca. Mas isso interessa a quem? Isso não chega para justificar o rombo na conta bancária!
A realidade nua e crua é que quem tem um iPhone 17 Pro no bolso, ou até mesmo um 16 Pro ou 15 Pro, vai ter rigorosamente a mesma experiência de utilização no dia a dia. As aplicações abrem à mesma velocidade, o feed do feed faz o mesmo scroll e o sistema tem a mesma cara de sempre.
Por isso… Para quê mudar e queimar centenas de euros?
Foi exatamente isso que me bateu à porta da razão. Por isso, em vez de alimentar a máquina de Cupertino, decidi voltar em pleno para o Google Pixel 11 Pro XL que tive a oportunidade de testar a fundo há umas semanas. E que remédio santo! Estou francamente contente com a decisão.
O que ganho e o que perco ao saltar a cerca?

Vamos ser justos e analisar as coisas com olhos de ver..
O iPhone é consistente e bom em quase tudo. É simples de usar, é extremamente rápido e a gestão de energia é exemplar. Continua a capturar fotografias fantásticas com processamento imediato (especialmente calibradas para o que as pessoas metem no Instagram) e é, de caras, a melhor máquina do mercado para gravar vídeo. Além disso, o poder de processamento da Apple joga numa liga à parte, porque os gajos não brincam em serviço quando desenham silício.
Só que o mundo Android não esteve a dormir à sombra da bananeira e a Google acordou para a vida com a linha Pixel:
- O mito do processador monstruoso: Sim, o processador Tensor da Google não compete em poder bruto com o monstro da Apple feito na TSMC. Nem de perto nem de longe. Mas adivinha uma coisa? Para 99% dos utilizadores reais isso não serve rigorosamente para nada. Ninguém precisa de um supercomputador de secretária no bolso para abrir mensagens e ver vídeos.
- Fluidez e toque que surpreendem: O Android moderno está tão refinado e maduro que a resposta ao toque no Pixel me parece atualmente mais viva e direta do que as animações lentas e engessadas do iOS. Era algo que eu não esperava ver acontecer assim de um momento para o outro, mas a verdade é que o sistema da Google está com uma maturidade impressionante.
Se tudo fica caríssimo, porque continuar a dar o teu dinheiro?

O mercado dos smartphones atingiu um patamar de maturidade tal que trocar de topo de gama todos os anos deixou de ser uma decisão de entusiasta para passar a ser pura teimosia de estatuto. A Apple quis esticar a corda nos preços sem entregar inovação palpável nos modelos Pro convencionais e acabou por abrir a porta para que muitos utilizadores fiéis olhassem para o lado.
E com isto não estou a dizer que a melhor troca é para o Pixel, porque a Google também fez cortes na memória e aumentou preços (algo muito comum no mundo mobile nos dias que correm). A questão é. Continuar a recompensar marcas quando elas nem o mínimo te oferecem, é um erro. Vota com a tua carteira.






