A Apple deverá voltar a atacar cedo em 2026 com o seu modelo mais acessível, e tudo indica que o iPhone 17e já está pronto a sair da linha de partida. Ou seja, segundo um rumor vindo da China, o novo smartphone vai entrar em produção em massa logo após o fim da CES 2026, mantendo exatamente a mesma estratégia usada no lançamento do iPhone 16e.
Nada de surpresas no calendário. O que é normal. Afinal, a Apple gosta de rotinas, e aqui não há motivo para mudar.
Um iPhone novo! Mas com sabor a reciclado?

Se este rumor se confirmar, o iPhone 17e vai ser, na prática, uma evolução mínima face ao modelo anterior. O design geral deverá manter-se quase intocado. Porém, há duas mudanças importantes.
A primeira é a chegada da Dynamic Island a um modelo “e”. O notch sai finalmente de cena, algo que já era esperado, até porque começa a ficar difícil justificar a sua existência em 2026. Isto mete o novo iPhone amigo da carteira mais em linha com a restante gama, e por isso mesmo, estatuto similar.
A segunda está no processador. O iPhone 17e deverá estrear um A19. Porém, numa versão capada. Um SoC com clocks mais baixos, pensado para gastar menos energia, custar menos à Apple e, claro, ficar um degrau abaixo do A19 que equipa o iPhone 17 base.
O truque clássico da Apple no processador?
Isto não é novidade nenhuma. A Apple já fez exatamente o mesmo no iPhone 16e, ao usar uma versão limitada do A18. Ou seja, a usar unidades que tinham problemas a sair das linhas de produção. É por isso que os SoC apareceram com menos núcleos gráficos.
No caso do iPhone 17e, fala-se que este A19 “downgraded” poderá ficar muito próximo do desempenho de um A17 Pro. Ou seja, continua rápido, continua fluido, continua a correr tudo o que lhe atires para cima.
Mas não deixa de ser curioso ver a Apple a repetir esta estratégia com tanta naturalidade. Funciona. E enquanto funcionar, não há razão para mudar.
Modem antigo para manter custos controlados
Outro corte previsível está no modem 5G. Nada de C2, nada de C1X. O iPhone 17e deverá continuar com o C1, o mesmo modem interno já usado no modelo anterior.
Mais uma decisão puramente financeira. A Apple reserva as novidades mais caras para os modelos mais caros, e o modem até foi bastante elogiado.
Preço igual, armazenamento talvez melhor
Em relação ao preço, tudo aponta para a manutenção dos valores do ano passado.
Aqui, a Apple parece não querer mexer, até porque este valor já está perfeitamente alinhado com o papel do iPhone 17e no catálogo.
A parte interessante é o armazenamento. Há rumores de que o modelo base possa finalmente subir para 256GB, deixando os 128GB para trás. Se isto se confirmar, é uma melhoria silenciosa, mas muito bem-vinda, especialmente numa altura em que aplicações, vídeos e jogos ocupam cada vez mais espaço.
O que esperar, no fundo?
Se nada disto mudar até ao anúncio oficial, o iPhone 17e vai ser exatamente aquilo que muitos esperam dele. Um iPhone moderno, competente, com alguns cortes estratégicos, mas sem comprometer a experiência base.
Não vai entusiasmar quem gosta de hardware arrojado. Mas vai vender. E muito. Já o 16e vendeu, curiosamente contra as expetativas de vários especialistas.

