Durante anos, a Intel andou a “experimentar” o mercado gaming através dos mais variados modelos de portáteis, e de facto, até já existem consolas portáteis da MSI a ter como base processadores da gigante Azul.
Assim, podemos dizer que existiram alguns conceitos interessantes, alguns produtos lançados, mas nada que realmente abanasse o domínio da AMD com a sua série Z.
Pois bem, isso pode mudar em 2026.
Intel quer entrar a sério no gaming? A PS6 portátil é o alvo!

Na CES, a Intel deixou claro que a geração Panther Lake tem de ser mais do que “só mais uma”. A ideia é atacar o segmento das consolas portáteis de forma direta, com SoCs desenhados de raiz para este tipo de equipamento, e não simples adaptações de chips pensados para portáteis tradicionais.
Panther Lake não é Meteor Lake nem Lunar Lake
Até aqui, a Intel tentou entrar neste mercado com Meteor Lake e depois com Lunar Lake. O problema é que, apesar de alguns bons produtos, como a já referida MSI Claw, uma das únicas consolas Intel Inside, a realidade é simples. A AMD continuou sempre vários passos à frente, com uma oferta mais madura, mais eficiente e melhor otimizada para gaming portátil.
A estratégia muda. A Intel quer cortar o que não interessa e reforçar o que realmente importa.
Estamos a falar de:
- Mais núcleos gráficos Xe3
- Um equilíbrio mais agressivo entre CPU e GPU
- Possível eliminação total da NPU, para libertar consumo e área do chip
Ou seja, menos “marketing de IA” e mais foco puro em jogos.
A verdade é que a AMD estagnou e isso abre espaço

Enquanto a Intel prepara este ataque, a AMD passou 2025 praticamente em modo de manutenção. A família Gorgon Point, também conhecida como Ryzen AI 400, não trouxe grandes novidades para handhelds, e a próxima evolução real só deve chegar com Medusa Point.
Este vazio temporário abre uma oportunidade rara. E curiosamente, não é a AMD que surge como a principal referência nesta comparação.
Panther Lake vs PS6 portátil. A comparação que ninguém esperava!
Segundo informações avançadas por Kepler_L2, os handhelds baseados em Panther Lake podem oferecer um nível de desempenho semelhante ao da futura portátil da Sony, conhecida internamente como PS6 Canis.
Mas há um detalhe importante que não pode ser ignorado.
Para igualar a performance da portátil da Sony a 15 W, a Intel precisa de cerca de 30 W. O dobro do consumo.
Isto diz muito sobre duas coisas. Primeiro, a eficiência brutal de uma consola fechada, com sistema operativo proprietário e hardware totalmente afinado para jogos. Segundo, as limitações naturais de um ecossistema aberto, dependente do Windows e de múltiplas camadas de software.
O sistema operativo faz toda a diferença
A Sony joga com cartas diferentes. Hardware fechado, sistema operativo feito à medida e jogos first party desenvolvidos com aquele chip específico em mente. É por isso que consegue extrair tanto desempenho com tão pouco consumo.
A Intel, por outro lado, depende do Windows, de drivers, de fabricantes parceiros e de uma otimização que historicamente nunca foi prioridade da Microsoft neste segmento.
Aliás, a recente Xbox ROG Ally X é um exemplo muito concreto de tudo isto. Hardware incrível, mas software aquém… Resultado final? Consola demasiado cara para o que de facto é no dia-a-dia.
Ainda assim, há margem para melhorar. Com tempo, updates e trabalho conjunto entre Intel, Microsoft e fabricantes, é possível que Panther Lake escale melhor em consumos mais baixos.
Agora é ver o que isto vai dar.

