A Intel descobriu a pólvora? O novo chip Arc G3 Extreme vai dar o dobro da bateria! – Quem acompanha o mundo das consolas portáteis, sabe perfeitamente que o mercado está ao rubro, mas esbarra sempre no mesmo calcanhar de Aquiles: a autonomia da bateria.
Ou melhor, na performance vs a bateria. Os chips até podem parecer incríveis no papel, mas acabam estrangulados porque a bateria não tem sumo suficiente para grandes sessões de jogos. Afinal de contas, no fim do dia, não vale de nada ter um ecrã brutal e gráficos de chorar por mais se a consola se desliga ao fim de uma hora de jogo.
Pois bem, a Intel acaba de apresentar em Taipé os testes de desempenho da sua nova gama Arc G3 Extreme e os números são uma autêntica declaração de guerra à AMD. Pode mudar o jogo!
O dobro da autonomia com o mesmo desempenho do Z2 Extreme?
Portanto, a grande bomba destes testes de benchmark não é apenas a velocidade pura, mas sim a eficiência energética.
A Intel conseguiu meter o Arc G3 Extreme a correr a uns contidos 17W com exatamente a mesma performance que o chip topo de gama da AMD, o Z2 Extreme, entrega a “mamar” uns brutais 35W.
Na prática, isto significa que vais poder jogar títulos pesados como o novo GTA VI Enhanced ou Cyberpunk 2077 com a mesma fluidez visual, mas com o dobro da duração de bateria.
Mas, também há performance! Ou seja, para quem prefere puxar o hardware ao limite (35W), o chip da Intel despacha o rival da AMD com uma média de 42% mais velocidade, conseguindo ganhos que superam os 50% em jogos como Assassin’s Creed Shadows e Crimson Desert.
É transformativo!
O que mudou?
Para conseguir este milagre da engenharia, a Intel cortou onde tinha de cortar. Ou seja, reduziu os núcleos de processamento pesado (P-Cores) para apenas dois, dando prioridade aos núcleos eficientes (E-Cores) e mantendo os 12 núcleos gráficos Xe3 intactos.
Além disso, estreou o sistema Intelligent Bias Control v3.5, que traz a tecnologia de “P-Core parking”.
Assim, quando jogas a 12W, o chip desliga por completo os núcleos pesados, deixando toda a energia livre para a gráfica trabalhar. O resultado? Consegues jogar acima dos 30 FPS estáveis onde a AMD se arrasta abaixo dessa fasquia.
A nível de software, a Intel também tem novas cartas.
Ou seja, enquanto a AMD continua a patinar para disponibilizar o FSR 4 com geração de frames em gráficas integradas, o Arc G3 Extreme chega com suporte nativo a XeSS 3 e Multi-Frame Generation, conseguindo quadruplicar a fluidez em Cyberpunk 2077.
Junta a isto os novos drivers com suporte para “Shaders Pré-Compilados”, e tens a receita para o sucesso. (Afinal, a promessa é carregar os jogos 3x mais rápido!)
Entretanto, marcas como a MSI (com a nova Claw 8 EX AI+), a Acer e a OneXPlayer já alinharam as agulhas com a Intel e os primeiros monstros chegam ao mercado no final do ano. Eu, muito honestamente, mal posso esperar para deitar as mãos a uma destas máquinas.
Achas que a Intel tem finalmente o hardware necessário para roubar a coroa do gaming portátil à AMD? Deixa a tua opinião nos comentários.





