Apesar do absurdo tamanho e impacto que a Intel continua a ter em vários mercados, a realidade é que a coroa da performance tem vindo a cair para o lado da grande rival AMD. Aliás, estamos a chegar a um ponto em que a Intel se vê obrigada a mudar de estratégia para recuperar um pouco daquilo que sempre foi a sua alma.
Mais curioso do que tudo isto, esta mudança de estratégia significa copiar tudo aquilo que a AMD fez para voltar a ser relevante no mercado atual.
Intel está a ir atrás da estratégia da AMD? GIRO!
Como é que a AMD conseguiu chegar até aqui?
De forma muito resumida, aproveitou vários erros da Intel, especialmente na era dos 10nm, e lançou produtos focados na performance preço, com plataformas que poderiam aguentar anos, com um caminho muito claro de atualizações de hardware. Sim… ANOS! Suporte garantido durante várias gerações, algo que a Intel nunca fez, porque confiava sempre na “mama” dos novos lançamentos.
Além disso, a AMD soube ler o mercado numa altura em que o consumidor começou a cansar-se de upgrades obrigatórios a cada nova geração. Apostou numa base sólida, consistente e previsível. E isso, hoje em dia, vale muito mais do que promessas vagas.
Isso está finalmente a mudar!
Os novos Intel Ultra 5 250K e Ultra 7 270K já apostam nessa mesma estratégia de qualidade preço, ao aparecerem com performance equivalente a um preço ligeiramente mais baixo. Sim, ainda falham na parte da plataforma. Mas, ao que tudo indica, no próximo lançamento (LGA1954), a Intel também tem intenções de manter a mesma plataforma “viva” durante várias gerações.
Ou seja, estamos a olhar para uma Intel a tentar copiar os trabalhos de casa do colega do lado, que, claro está, é a AMD. E isto não é necessariamente algo mau. Aliás, pode ser exatamente aquilo que o mercado precisava.
A questão agora é… vai resultar?
É muito difícil adivinhar o que pode ou não acontecer, especialmente quando o mundo da tecnologia está numa era extremamente estranha, em que os preços começam a roçar o absurdo, especialmente no lado da memória.
A Intel continua a ter uma presença gigante, acordos com fabricantes, capacidade de produção e uma marca que ainda pesa muito no mercado. Não vai desaparecer, nem pouco mais ou menos. Mas também já não manda sozinha como antes.
Mas… uma coisa é certa. Apesar do crescimento da AMD, a realidade é que a Intel tem recursos quase infinitos. Além disso, o que nós queremos é concorrência a sério no mercado. Por isso, ver uma Intel e uma AMD saudáveis é uma autêntica dádiva.
Se esta nova abordagem for levada a sério, com consistência e sem voltas atrás a cada geração, então sim, pode resultar. Caso contrário, vai ser apenas mais uma tentativa falhada de recuperar terreno num mercado que já não perdoa erros como antes.









