A Intel desistiu mesmo de combater a Nvidia e a AMD? O sonho das placas gráficas Arc baratas está a morrer a uma velocidade absurda. – Ainda te lembras quando a AMD foi buscar o “boss” da AMD Radeon para tentar entrar com muita força no mundo das placas gráficas? O investimento foi tremendo, e existiram de facto produtos no mercado.
Mas, o resultado está à vista. Ninguém sabe que a Intel vende placas gráficas, e apesar de ser a altura perfeita para tentar ombrear com a AMD e a NVIDIA, a gigante azul dos microprocessadores prefere desistir. É uma pena.
Intel e Placas Gráficas? É uma pena… Para todos!

Portanto, houve uma altura em que nós, jogadores de PC, acreditámos genuinamente que a Intel podia ser a salvação da pátria. Foi uma altura de muito entusiasmo, porque estávamos (e estamos) fartos do duopólio da Nvidia e da AMD. Mais concretamente fartos de ver os preços das placas gráficas a subir para a estratosfera. Por isso, existia (e existe) a necessidade de um terceiro concorrente com estofo para rebentar com o mercado de entrada.
Dito tudo isto, quando a Intel lançou a primeira geração Alchemist e, mais tarde, acertou em cheio no rácio preço/desempenho com a arquitetura Battlemage (as excelentes Arc B570 e B580 a 250 euros), parecia que a maré estava finalmente a mudar. Pois bem, tira o cavalinho da chuva! Estamos em pleno ano de 2026 e a divisão de placas gráficas dedicadas da Intel parece estar com um pé na cova.

Ou seja, com o cancelamento quase certo da geração Celestial (Xe3P) para desktop e os preços das velhas Battlemage a disparar nos retalhistas… A gigante dos processadores parece ter atirado a toalha ao chão no mercado de placas dedicadas para jogos!
Uma pena, porque isto revela falta de visão.
Sim, eu entendo, e de facto todos os especialistas entendem, que existe uma crise de componentes, e que é mais lucrativo trabalhar para o lado da IA, do que tentar avançar contra duas gigantes como a NVIDIA e a AMD.
Mas, as coisas não acontecem do nada. A Intel iria sempre precisar de crescer e evoluir neste espaço. Ao gastar “biliões” num projeto que aparentemente é para encostar, não consegue atingir nenhum objetivo. Podia, deveria, começar aos poucos, entrar na cabeça dos consumidores com propostas interessantes no lado da qualidade-preço, e a seu tempo iria conquistar o seu espaço.
O mundo agora está virado para a IA, mas amanhã? Quem sabe como é que as coisas estão.
Falta de coragem ou rendição estratégica?
A tecnologia que a Intel construiu não é má.
O XeSS com geração de frames (MFG) é uma ferramenta fantástica e os avanços nos controladores foram brutais desde os tempos da Alchemist. O problema é a hesitação crónica da gestão de topo da empresa.
Para derrotar o monopólio da Nvidia na gama média, a Intel precisava de ter estofo financeiro e paciência para perder dinheiro durante anos seguidos até conquistar a confiança do consumidor. Em vez disso, perante a primeira vaga de tempestade financeira e o canto da sereia da inteligência artificial, o “Team Blue” parece ter decidido recolher os barcos e esconder-se onde é mais seguro: chips integrados e contratos corporativos.
Se a geração Druid em 2027 não trouxer placas dedicadas acessíveis com 16GB de VRAM e suporte nativo às tecnologias mais recentes por valores decentes, o projeto Arc para desktops morrerá sem glória. E quem perde com isto, como sempre, somos nós.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto? Ainda tinhas esperança de ver a Intel lançar placas de topo para combater a Nvidia, ou já tinhas percebido que o projeto Arc dedicado estava condenado ao fracasso?






