Intel e AMD entram em choque. Tudo pelo gaming portátil!

Durante os últimos anos, isto nem sequer foi discussão. Se compraste um PC portátil de gaming em formato consola, fosse ele da Valve, ASUS, Lenovo ou outra marca qualquer, havia uma certeza absoluta… Lá dentro estava um chip da AMD.

Aliás, nas consolas de sala é a mesma conversa, à exceção das consolas Switch da Nintendo, a AMD domina este mundo.

Mas 2026 promete mudar o tom da conversa. 

Ou seja, a Intel decidiu apontar o dedo diretamente à AMD, acusando-a de usar “silício antigo” nos chips que alimentam praticamente todas as handhelds atuais. Como seria de esperar, a resposta da AMD não tardou, e foi tudo menos simpática.

“Silício antigo” e baterias melhores. A provocação da Intel!

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Foi Nish Neelalojanan, executivo da Intel, quem atirou a primeira pedra.

Ou seja, em plena CES, afirmou que os chips da AMD usados em consolas portáteis recorrem a tecnologia ultrapassada e que a Intel está pronta para virar o jogo com os seus futuros APUs baseados em Panther Lake.

Segundo a Intel, a combinação dos seus E-cores de baixo consumo com as gráficas integradas Xe3 Arc vai resultar em algo que os utilizadores querem desesperadamente. Ou seja, mais autonomia sem sacrificar demasiado desempenho. Na opinião da mesma, e na teoria, uma vitória clara sobre os Ryzen AI 300 e 400 da AMD.

O problema é que, até agora, isto é tudo conversa. A Intel mostrou resultados em portáteis finos e leves, mas ainda não explicou como é que essas gráficas se vão comportar nos envelopes de energia ridiculamente baixos de uma consola handheld.

E é aqui que a coisa começa a cheirar a marketing.

A resposta da AMD. “Isso vem à custa da performance”

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Do outro lado da barricada, Rahul Tikoo, da AMD, respondeu sem grandes rodeios.

Para ele, a eficiência dos E-cores da Intel tem um custo… Desempenho. Aliás, segundo o próprio, há situações em que “um Core i7 acaba a comportar-se como um Core i3”.

Mais importante do que isso, a AMD puxou da experiência. Onde claro está, há pouco a discutir. Afinal de contas, a gigante Norte-Americana já tem duas gerações de consolas PlayStation, bem como duas gerações de consolas Xbox na sua alçada.

Ah, e praticamente todas as consolas portáteis que conhecemos hoje, através das séries Z1 e Z2. Não são chips reciclados. São APUs desenhados de raiz a pensar em jogos, latências, memória partilhada e cargas gráficas reais. Isto enquanto a Intel pode acabar por pegar em silício pensado para netbooks, encolher o consumo e chamar-lhe “handheld gaming”. Tecnicamente funciona. Mas não é a mesma coisa.

ML, upscaling e a guerra que vem aí

A crítica da Intel ao “silício antigo” aponta sobretudo às gráficas RDNA 3.5 da AMD, que não têm aceleração dedicada para machine learning. Isso dá vantagem a tecnologias como XeSS e DLSS, que tendem a apresentar melhor qualidade de imagem do que o FSR 3 da AMD.

A ironia? A AMD já resolveu isso com o RDNA 4, que traz suporte para ML e o novo FSR 4. O problema é que, para já, essa arquitetura só chegou às gráficas desktop. Nas handhelds, ainda não.

Ou seja, a Intel está a atacar num momento em que a AMD está em transição. Estratégia clássica.

O que realmente está em jogo?

No fim do dia, esta discussão não é sobre quem manda melhores bocas na CES. É sobre quem vai controlar o próximo ciclo gaming.

A Intel quer entrar num mercado que a AMD domina quase por completo. A AMD quer manter essa posição, agora sob ataque direto. E os fabricantes querem mais opções, porque concorrência significa melhores preços e mais inovação.

Para o utilizador? Isto é uma excelente notícia.

Se a Intel conseguir mesmo entregar APUs eficientes, potentes e afinados para gaming portátil, a AMD vai ter de acelerar ainda mais.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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