Inglaterra pode salvar Huawei nos Estados Unidos

Os Estados Unidos têm em mãos uma grande campanha contra a Huawei. Pelo menos, querem as soluções deste fabricante, bem longe. A propósito disto aconselharam os seus aliados a não utilizarem dispositivos da Huawei nas suas redes de telecomunicações. No entanto, historicamente, a Inglaterra não gosta muito de ir atrás de determinadas diretrizes só porque sim. Assim, o Reino Unido acredita que pode limitar quaisquer riscos na utilização de equipamentos da Huawei e como tal não os vai banir.

Braço de ferro entre a Inglaterra e Estados Unidos? 

Esta decisão pode levar outros líderes europeus a seguirem o mesmo exemplo e a utilizarem a tecnologia da empresa chinesa.

O Financial Times avançou com a notícia que o Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) do Reino Unido, parte do GCHQ, concluiu que os riscos que os equipamentos da Huawei poderão representar podem ser mitigados. A agência acredita que isso é possível através da restrição de algumas partes das redes 5G e através da utilização de vários fornecedores diferentes.

Estávamos em novembro quando foi relatado que os EUA haviam entrado em contato com os seus aliados, aconselhando-os a não utilizarem componentes da Huawei na infraestrutura de telecomunicações. O governo tem vindo a acusar esta empresa de espionagem a mando da China.

Entretanto, as agências norte-americanas alertaram no ano passado os americanos para não usarem dispositivos da Huawei ou da ZTE, de modo a não ficarem sem os seus dados pessoais.

Mais tarde, a Austrália e a Nova Zelândia proibiram a Huawei de fornecer equipamentos para as suas redes 5G.

Agora esta posição da Inglaterra pode mudar o jogo. Os líderes de outros países podem olhar para a posição do Reino Unido. Deste modo, começariam a utilizar equipamentos deste fabricante.

Para além disso, até podem influenciar os Estados Unidos. Isto se demonstrarem que é possível utilizar com segurança equipamentos chineses.

O que acha desta questão? A Inglaterra fez bem ou deveria ter acatado a decisão americana?

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