Isto devia ser automático, e na grande maioria das vezes é. Mas, quantas vezes é que já abriste a Play Store ou a App Store, viste uma lista interminável de 30 ou 40 aplicações à espera de atualização e pensaste: “Logo faço isto, agora não me apetece”?
Eu percebo perfeitamente o sentimento. Até porque as apps mais populares do mercado são atualizadas todas as semanas, ou até mais que uma vez por semana. Por isso, fica sempre a ideia de que não é assim uma coisa tão necessária.
Mas, como em tudo na vida, as tuas escolhas têm consequências.
Ignorar os avisos de atualização não é apenas uma questão de perder botões novos ou animações bonitas. Na prática, estás a deixar a porta de entrada escancarada para falhas de segurança graves e a arriscar que as tuas ferramentas do dia a dia pura e simplesmente deixem de funcionar quando mais precisas delas.
A segurança não perdoa! Atualizar é importante.

A maioria das pessoas pensa que uma atualização serve apenas para pequenas correções, ou mudar o aspeto visual de uma app. Errado. A grande fatia dos ficheiros que descarregas traz correções críticas para vulnerabilidades descobertas nas semanas anteriores. É exatamente por isso que a grande maioria das apps são atualizadas todas as semanas
O nosso smartphone é, quase sempre, o nosso aparelho computacional por excelência. É aqui que fazes os teus investimentos, controlas os teus gastos, e acedes a tudo o que é importante.
Por isso, quando os programadores encontram uma falha no código que permite a invasores aceder às tuas fotos, mensagens, palavras-passe ou dados bancários, lançam imediatamente um remendo. Se não atualizares a aplicação, essa vulnerabilidade continua ativa no teu equipamento, mesmo que o teu sistema operativo seja recente. Exemplos como kits de exploração e trojans direcionados a versões antigas de software provam que os criminosos informáticos procuram especificamente quem deixa o telemóvel ao abandono.
O clássico “A app fechou-se sozinha”

Já te aconteceu abrir uma rede social, o WhatsApp ou a aplicação do banco e ela fechar-se do nada ou ficar infinitamente a carregar? Na esmagadora maioria das vezes, a culpa não é do telemóvel, é da versão obsoleta da app.
Aplicações que dependem de servidores online mudam constantemente os protocolos de comunicação com a nuvem por razões de performance e segurança. Quando a versão que tens instalada no bolso fica demasiado antiga, o servidor corta a ligação e a aplicação deixa de funcionar por completo. Se notas que o telemóvel anda lento a abrir certos serviços ou com bloqueios constantes, carregar no botão “Atualizar Tudo” resolve metade das dores de cabeça.
E quando o próprio telemóvel já não suporta a atualização?
Há depois o outro lado da moeda. Quando queres atualizar, mas a aplicação já exige uma versão do Android ou do iOS que o teu telemóvel antigo não consegue receber. Aí o cenário muda de figura. Podes desenrascar recorrendo às versões web no browser para aceder a certos serviços, mas quando as aplicações essenciais de trabalho ou do banco deixam de correr e o suporte de segurança termina, o veredito é inevitável: o hardware chegou ao fim da sua vida útil e está na hora de trocar de máquina.
Até lá, não facilites com a preguiça. Liga o telemóvel ao Wi-Fi à noite, mete a atualização automática a correr e garante que não ficas com o sistema desprotegido por causa de meia dúzia de megabytes.







