O pequeno ícone em forma de alvo ou seta no topo do ecrã é um dos mais comuns nos telemóveis Android. Para muita gente, já faz parte do normal: aparece, desaparece, volta a aparecer. E quase ninguém questiona. O problema é que manter a localização sempre ativa tem mais impacto do que parece, mesmo quando não estás a usar mapas ou GPS. Assim atenção a este ícone no Android que não pode estar sempre ligado.
Porque é que deixamos a localização ligada
A localização é usada por dezenas de apps diferentes. Navegação, transportes, meteorologia, redes sociais, compras online, bancos, até algumas apps de saúde. Como desligar pode “estragar” alguma funcionalidade, muita gente prefere não mexer.
Além disso, o Android ativa automaticamente a localização em várias situações, o que cria a ideia de que é algo essencial para o sistema funcionar bem.
Não é bem assim.

O que acontece quando este ícone no Android está sempre ligado
Quando a localização está ligada, o telemóvel está constantemente a tentar determinar onde estás. Nem sempre usa apenas o GPS. Usa também redes Wi-Fi próximas, antenas móveis e sensores internos.
Este processo acontece em segundo plano, várias vezes ao longo do dia. Isoladamente, parece irrelevante. Mas ao fim de horas, o impacto acumula-se: mais consumo de bateria, mais atividade do sistema e mais apps a pedir acesso a essa informação.
Em muitos casos, isto contribui para a sensação de telemóvel mais lento, especialmente ao fim do dia.
O detalhe que quase ninguém verifica nas definições
Mesmo utilizadores cuidadosos costumam falhar num ponto: as permissões de localização das apps.
Há aplicações que têm acesso à localização sempre, mesmo quando não estão abertas. Outras usam localização precisa quando apenas precisariam de uma localização aproximada. Tudo isto vem ativo por defeito em muitos telemóveis.
O resultado é simples: apps a funcionar em segundo plano sem necessidade real.

A questão da privacidade não é teórica
Sempre que a localização está ativa, dados são usados para contextualizar anúncios, sugestões de conteúdos, horários, trajetos e hábitos. Isto não significa espionagem ilegal, mas significa mais dados a circular do que a maioria das pessoas imagina.
Muitos utilizadores só se apercebem disto quando recebem sugestões demasiado certas ou notificações baseadas em locais onde estiveram recentemente.
Há situações em que a localização deve estar ativa: navegação em tempo real, apps de transporte, serviços de emergência, dispositivos conectados ou automação doméstica. Assim o problema não é usar localização. O problema é usá-la o tempo todo, para tudo.

