São dois pequenos planetas gasosos, a 40 anos-luz da Terra, na constelação Aquário, os mais recentes candidatos a possuírem vida, segundo um estudo publicado na revista Nature, com recurso a dados do telescópio Hubble.

Os planetas TRAPPIST-1b e TRAPPIST-1c têm aproximadamente as dimensões da Terra, e encontram-se dezenas de vezes mais perto da sua estrela do que nós do Sol. No entanto, orbitam uma anã vermelha, com luz muito mais ténue e, por isso, não são excessivamente quentes.

A análise dos dados do Hubble por uma equipa do MIT também concluiu que é improvável que os planetas possuam atmosferas densas em hidrogénio.

Este é um elemento fundamental, pois uma atmosfera de hélio e hidrogénio, como é comum nos planetas gasosos, agiria como estufa, levando as temperaturas até limites pouco propícios à criação de vida, explica Nikole Lewis, do Space Telescope Science Institute (STScI), Baltimore. 

Trata-se do primeiro par de exoplanetas observáveis com pormenor com a tecnologia actual, e a equipa espera fazer estudos posteriormente, para aprofundar o conhecimento sobre estes e outros planetas.

Para saber mais: NASA

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