Watch GT 7 Pro – A Huawei, durante muitos e bons anos, foi uma gigantesca pedra no sapato para a Samsung, Apple e Xiaomi. Aliás, a Samsung só domina o Android, e a Xiaomi é aquilo que é hoje, porque a Huawei teve de retirar o pé do acelerador.
Mas, ainda assim, mesmo depois de tudo aquilo que aconteceu, é inegável que a Huawei é um caso de estudo. Já não faz das suas no mundo dos smartphones, mas continua absolutamente incrível no lado do áudio e também dos smartwatches. Aliás, a Huawei foi a primeira, e continua a ser uma das únicas, a tratar os relógios inteligentes como algo capaz de ir muito além de um gadget. São relógios extremamente bem construídos, bonitos, e por isso mesmo dignos de terem “premium” na sua descrição.
Dito tudo isto, está na altura de dar as boas vindas à geração Watch GT 7. Nós já temos a versão Pro há algumas semanas, e temos muita coisa boa a dizer da nova aposta da gigante chinesa. De facto, para mim, só tem um defeito.
Huawei Watch GT 7 Pro: É o relógio mais bonito do mercado? Eu acredito que sim. Mas já o era no ano passado.

Se há fabricante no mercado dos wearables que encontrou uma fórmula de sucesso e recusa mexer-lhe drasticamente, essa marca é a Huawei.
Ou seja, enquanto os relógios com Wear OS da Samsung e os Apple Watch continuam a obrigar os utilizadores a andar com o carregador atrás a cada dia e meio, e a ficarem presos a um único ecossistema, a linha Watch GT joga noutro campeonato. Estamos a falar de qualidade de construção impecável, foco a sério no desporto (é o único relógio que conheço com padel!) e uma autonomia que faz a concorrência corar de vergonha.
Este artigo não serve como review detalhada, até porque o lançamento global acontece apenas no dia 2 de Setembro. Mas, já podemos dar as nossas primeiras impressões.
Não há uma revolução. É normal. Mas, há pequenos detalhes que são bem-vindos!

Como farto-me de dizer, em equipa que ganha não se mexe.
Por isso, o Watch GT 7 Pro mantém as linhas estéticas sóbrias e elegantes que permitem usar o relógio tanto num treino puxado de corrida como numa reunião de trabalho de fato e gravata.
Mais detalhadamente, o corpo aposta numa construção metálica muito sólida (deixando cair a versão de titânio este ano), mantendo a coroa rotativa e o botão de ação inferior com elétrodo para medições biométricas.
Como sempre, o ecrã AMOLED continua fantástico, com um pico de brilho de 3000 nits para garantir legibilidade perfeita mesmo debaixo do sol de agosto.

Mas, a melhor mudança está na nova bracelete em fluoroelastómero. Afinal, em vez da fivela tradicional que passava a vida a sair do sítio, a ponta agora entra por debaixo da própria bracelete, ficando perfeitamente encostada ao pulso com muito mais conforto.
Porém, aqui há um problema. Dependendo da cor que escolheres para a bracelete, o relógio vai ter uma margem dessa mesma exata cor. Para mim, é um aspeto negativo, porque acaba por limitar a troca de bracelete. No caso da unidade em teste, temos a cor verde, e claro, uma margem verde à volta do ecrã. No passado isto também acontecia, mas era mais… Contido.
Desporto para tudo e todos.

A estratégia da Huawei é inteligentíssima. Desde muito cedo, a fabricante percebeu que apostar no desporto era o caminho a seguir. Afinal, ao lançar um relógio bonito, com excelentes sensores e todos os programas de monitorização de treino, é possível chegar tanto a Gregos como também a Troianos.
Há aqueles que querem um relógio bonito para o dia-a-dia, e depois há os outros que querem uma ferramenta de treino. No meio de tudo isto, há também aqueles que querem o melhor dos dois mundos. A Huawei consegue oferecer tudo.
Além disso, em vez de inventar aplicações desnecessárias, a marca continua a afinar os algoritmos de treino:
- Modo Ski Avançado: Inclui mapas de mais de 3000 estâncias de esqui pelo mundo, suporte para pistas cobertas/indoor e deteção inteligente de mudanças de direção na descida.
- GPS de alta precisão (AI-XDR): O novo algoritmo de posicionamento elimina os desvios de rota típicos causados por prédios altos na cidade ou copas de árvores densas.
- Ciclismo e Golfe: O modo de ciclismo permite agora importar rotas com alertas de curvas perigosas e cálculo de desnível em tempo real, havendo também integração direta com plataformas como o Strava e o Komoot.
Entretanto, no departamento da saúde, a grande novidade é a métrica de Preparação Física (Physical Readiness). Ao cruzar os dados de sono, variabilidade da frequência cardíaca e esforço dos últimos 7 dias, o relógio dá uma percentagem clara de como o teu corpo está apto para enfrentar um treino pesado ou se deves tirar o dia para descanso ativo.
Bateria para duas semanas e pagamentos por Curve!
No lado prático do dia a dia, a história mantém-se! Os pagamentos por contactless funcionam sem problemas através da integração com a aplicação Curve, contornando a ausência do Google Wallet (Sim, a Huawei continua sem Google).
Por sua vez, na autonomia, a Huawei continua a dar uma lição à indústria. O Watch GT 7 Pro aguenta até 21 dias de uso moderado e entre 10 a 14 dias de utilização intensa com notificações, sono e chamadas ativas.
Para quem é de facto muito exigente. Fica a dica… Se fores fazer ultra-trail com o GPS cravado no máximo, a bateria dura cerca de 51 horas seguidas de registo.
Primeiras conclusões
O HUAWEI Watch GT 7 Pro não vem reinventar a roda, até porque não precisa. Estamos a falar do relógio mais bonito e premium do mercado há vários anos. Mas, consolida a posição da marca como uma das opções mais sólidas e equilibradas para quem procura um smartwatch desportivo resistente, fiável e que não precise de visitar a tomada elétrica três vezes por semana.
Entretanto, e para quem estiver interessado, a marca tem a decorrer uma campanha de registo prévio na sua loja oficial que permite garantir um desconto direto de 70€ com o código A70GTPRE aquando do lançamento oficial a 2 de setembro. (Link)







