Huawei volta a ser perseguida nos Estados Unidos

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Em 2017, a Huawei começou a perseguir de perto a Samsung e da Apple. Durante um determinado momento, conseguiu ultrapassar a Apple para se tornar no segundo maior fabricante de telefones do mundo. O grande alvo para 2018 eram os EUA, no entanto a política dificultou o caminho.

De facto, a CES 2018 poderia ter sido uma conquista brilhante para Richard Yu. Após anos de preparação, o CEO da Huawei estava pronto para anunciar a grande entrada nos EUA através de uma parceria com a AT&T. No entanto as questões políticas entrarem em cena e a AT&T afastou-se do negócio. Foi nessa altura que Yu aproveitou o palco em Las Vegas para explicar o que tinha acontecido. encontrou-se no palco em Las Vegas lutando para explicar o que tinha acontecido.

Foi sem dúvida um dos momentos de maior destaque na CES. Sem qualquer tipo de teleponto, Richard Yu admitiu que o acordo cancelado com a AT&T foi uma grande perda para a Huawei. No entanto os consumidores americanos também ficaram prejudicados, pois perderam um equipamento muito interessante na sua gama de escolhas.

Depois chegaram outras más notícias: os legisladores nos EUA pressionaram as operadoras para deixarem de trabalhar com a Huawei, bloqueando de forma eficaz a presença desta empresa no mercado norte-americano. Foi nessa altura que a Bloomberg noticiou que a Verizon também se tinha afastado de um acordo com a Huawei devido à pressões políticas.

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Agora aparentemente as pressões políticas continuam e já chegaram às principais agências americanas. É que segundo foi relatado pela cadeia de televisão americana, CNBC, foram seis as organizações a apontarem o dedos aos smartphones da Huawei e ZTE afirmando que não recomendam a utilização dos produtos deste fabricante para cidadãos particulares. Na prática, estas agências expressaram preocupações com a segurança dos utilizadores.

Eventualmente cansada desta perseguição em solo americano, que de facto acaba por ser recorrente, um porta voz da Huawei já afirmou que esta empresa “está a par das atividades do governo americano para impedir que a Huawei opere eficazmente nos Estados Unidos”. Em paralelo, afirma também que a Huawei merece a confiança de governos em 170 países e não oferece quaisquer riscos para a segurança.

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Bruno Fonseca

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