Huawei MatePad Pro Max: Os tablets são um produto complexo para muitas fabricantes. Aliás, já não são muitas as que continuam a tentar desenvolver e vender tablets às massas. De facto, até a Samsung já anda a lançar as suas gamas mais altas de 2 em 2 anos, porque pura e simplesmente não há mercado para mais que isso.
Mas, depois de ter lançado um dos melhores tablets do mercado no ano passado, a Huawei decidiu ir um bocadinho mais longe com o seu MatePad Pro Max. Um tablet que é… Puro e simples luxo. Um bicho que rouba oficialmente a coroa de tablet mais fino e leve do mundo na sua categoria, deixando a Apple e a Samsung a comer poeira.
Afinal de contas, estamos a falar de um dispositivo monstruoso com um ecrã de 13.2 polegadas que tem apenas 4.7 mm de espessura e pesa umas inacreditáveis 499 gramas. Para teres uma noção da engenharia da coisa, ele consegue ser mais fino do que uma caneta convencional e mais leve do que a grande maioria dos tablets muito mais pequenos que andam no mercado.
Um ecrã OLED gigante que parece papel e limpa todos os reflexos!
O verdadeiro protagonista deste MatePad Pro Max é, sem qualquer dúvida, o painel flexível OLED com resolução 3K (3000 x 2000 píxeis) e uma taxa de atualização de 144 Hz.
Aliás, a marca conseguiu esmagar as molduras para uns ridículos 3.55 mm, garantindo assim um aproveitamento de ecrã de 94%. Isto sem qualquer notch ou corte piroso a estragar a visualização. (Algo que eu não desgostei na última versão, mas que não ficou do agrado de vários consumidores).
Mas o grande trunfo tecnológico aqui, mais uma vez, dá pelo nome de PaperMatte.
Esta tecnologia utiliza uma gravação nano-antirreflexo na superfície do vidro que elimina cerca de 99% dos reflexos de luz. Isto significa que podes usar o tablet onde quiseres, até debaixo da luz intensa do sol de verão, e… Não tens de lidar com reflexos. Por isso, se fores daqueles que gosta de trabalhar numa esplanada ao sol ou numa sala com lâmpadas mesmo por cima da cabeça, a experiência visual é brutal e cansa infinitamente menos os olhos.
De facto, escrever com a M-Pencil neste ecrã dá uma sensação tátil muito semelhante a usar uma folha de papel real, o que vai deixar os criadores de conteúdo e designers a salivar. Até porque a resposta do ecrã à caneta é também ela excelente.
O hardware é de topo! Mas…
Dito tudo isto, se no design e no ecrã a Huawei dá uma lição à concorrência, o cenário muda um pouco de figura quando tentamos escavar as especificações do motor.
A Huawei continua limitada nos processadores, e como tal, a fabricante prefere deixar as especificações do SoC para segundo plano. Obviamente que deverá ser baseado em uma qualquer variação do mais recente Kirin. O que por sua vez também significa que está um pouco atrás daquilo que as rivais oferecem. A questão aqui é… Vais notar a diferença no dia-a-dia? Não, não vais. A Huawei sabe o que está a fazer neste campo. De facto, o desempenho subiu 20% face ao modelo do ano passado.
Fora o processador, temos 12GB de memória RAM e 256GB ou 512GB de armazenamento interno super rápido.
Entretanto, para alimentar este monstro, a versão europeia traz uma bateria muito honesta de 9.760 mAh com suporte para carregamento rápido de 66W. Como não poderia deixar de ser, e até para fechar o pacote premium, a Huawei espetou lá dentro seis altifalantes com um som massivo e o sistema operativo HarmonyOS, que já permite uma produtividade muito próxima de um PC tradicional se lhe juntares o teclado magnético Glide Keyboard.
É um tablet brutal, que aos olhos de muito boa gente vai passar por um portátil a sério. Algo que, deveria ser a missão principal de qualquer tablet premium.
O preço deverá rondar a fasquia dos 1100€ a 1300€ dependendo dos acessórios incluídos, o que o coloca diretamente no campeonato dos tubarões. Tu por aí, achas que o design ultrafino e este ecrã anti-reflexo justificam o investimento num tablet sem os serviços nativos da Google, ou preferes continuar fiel ao ecossistema da Apple com o seu iPad?









