Huawei Mate X7 (Review) – Já ando a usar dobráveis, das mais variadas marcas, há muitos e longos anos. Samsung, Honor, Xiaomi, Oppo, e claro, também da desaparecida Huawei, que até tem sido das fabricantes que mais tem apostado no formato.
Mas, se há coisa que é sempre comum em todos os dispositivos com este tipo de design, é que fica sempre a sensação de que estamos a “pagar” no uso do dia-a-dia para ter algo um bocadinho diferente daquilo que é normal.
Ou seja, menos bateria, menos performance, câmaras piores, e quase sempre um ecrã secundário que não impressiona ninguém. Sim, é verdade que ao longo dos anos, à medida que as fabricantes ficam mais e mais confortáveis com o formato, as coisas andam a mudar, a melhorar. Mas, pelo menos até aqui, ainda não tínhamos chegado ao “ponto doce”.
Pois bem, com o Mate X7 senti algo diferente!
De facto, já tinha sentido algo parecido com o Oppo Find N2, e mais recentemente com o Honor Magic V3. Mas… O Mate X7 é inegavelmente o dobrável mais refinado que por aqui passou. É um senhor smartphone! Só depois disso é um dobrável competente.
É exatamente isso que eu queria.
Finalmente parece um smartphone… Que também é capaz de fazer mais.

Antes de mais nada, fechado, o Mate X7 não parece um tijolo. Nem parece um protótipo. É um smartphone topo de gama, perfeitamente capaz de encaixar na vida de quem já tem um S25 Ultra, iPhone 17 Pro Max, ou equivalente.
As dimensões são as mesmas, e o peso também. Isso muda tudo.
Afinal de contas, a espessura fica abaixo dos 10 mm quando fechado e, aberto, estamos a falar de cerca de 4.5 mm. Pouco mais que a grossura da porta USB-C. Isto significa que no bolso não incomoda, e na mão não obriga a ajustes constantes. Nunca senti aquele peso estranho concentrado na zona da dobradiça ou do módulo de câmara.




Depois, talvez mais importante que tudo isto, os dois ecrãs são consistentes. Mesma filosofia de qualidade, mesma fluidez, mesma calibragem. Um completa o outro e ambos são de topo.
Finalmente, a transição entre fechado e aberto não parece uma mudança de modo. Parece apenas mais espaço.
É isto que um dobrável devia ser desde o início.
A dobradiça não mete medo
Dobráveis vivem ou morrem pela confiança que transmitem. É exatamente por isso que o mercado ainda está muito desconfiado do formato. A culpa é da Samsung, e do seu primeiro Galaxy Fold. Mas, aqui, a Huawei fez o trabalho de casa.

A dobradiça abre com resistência controlada, fecha com precisão, não abana, não estala, não dá aquela sensação de fragilidade que mete a carteira a tremer. Abre e fecha sem qualquer problema.
Depois temos o vinco. Está lá. Mas, só o consegues ver em ângulos estranhos. Na utilização do dia-a-dia é um não assunto. Seria sempre melhor que este fosse completamente invisível. Mas ainda não estamos lá.
Performance não grita, mas também não falha
Especificações Técnicas:
- Espessura: 9,5 mm ou 4,5 mm
- Peso: 236 g
- Ecrã: Kirin 9030 Pro (6nm)
- Principal: 8 polegadas
- Exterior: 6,49 polegadas
- Processador:
- Memória: 16GB
- Armazenamento: 512GB
- Câmaras:
- Câmara Ultra Lighting HDR 50 MP (abertura de F1.49~F4.0, RYYB, OIS)
- Câmara de ultra grande angular 40 MP (abertura de F2.2 , RYYB)
- Câmara macro teleobjetiva 50 MP (abertura de F2.2, RYYB, OIS)
- Selfie: 8 MP, f/2.2, (wide) // 8 MP, f/2.4, (wide)
O Mate X7 não é um telefone de benchmarks para fazer manchetes. Isto é ponto assente.
A Huawei continua a sofrer com as sanções, e como tal, não tem acesso aos mesmos chips que vemos nas restantes fabricantes. Ainda assim, este smartphone é facilmente um portento para o dia-a-dia. Fluido. Natural. Não há micro engasgos estranhos ao mudar de ecrã, não há quedas bruscas de fluidez, e claro, não há sensação de esforço quando usas multitasking a sério.
Aliás, mesmo em sessões mais longas, o comportamento térmico foi estável. Nada de zonas a aquecer de forma desconfortável, e como tal, nada de throttling evidente no uso normal.
Não falha neste campo.
Bateria que acompanha o formato
Aqui também há maturidade.


Os 5.300 mAh chegam perfeitamente para um dia completo, mesmo alternando entre ecrã exterior e interior. Além disso, quando precisas de carregar, os 66 W com fio fazem o trabalho de forma convincente. Usei este Fold para ver séries e filmes, e mesmo após uma viagem de 4 horas, cheguei ao destino com 70%. Muito bom.
O carregamento sem fios a 50 W não é apenas marketing, está presente e dá jeito.
Câmaras quase a tocar no topo!
A física continua a ser lei. Isto não é um Pura 80 Ultra, nem poderia ser. As câmaras são boas, são de facto muito boas porque a Huawei sempre foi muito boa no processamento de imagem, mas não estão ao nível do Pura que tivemos a oportunidade de testar há algumas semanas atrás.
Isso é um problema? Não, de forma alguma. O módulo é muito bom, e até no zoom impressiona. Algo quase impossível num dobrável há alguns anos atrás.
Aliás, agora até temos vídeo em 4K, o que nem sempre é certo nestes formatos.

Como podes ver na última imagem, existe um ponto em que a IA toma conta do zoom, para te conseguir dizer o que está escrito. Mas, não está mal, para o que é.

Na selfie, o modo de beleza não é exagerado. Estou mais para lá do que para cá depois de uma viagem até ao Cairo (em trabalho), e ainda assim, as olheiras continuam bem visíveis. Isto para mim é uma boa notícia, porque é muito comum ver modos de beleza completamente irrealistas no mercado.
Software?
Aqui temos um problema, como sempre. Google continua fora do leque de opções, e como tal, existem algumas limitações face a um qualquer outro Android do mercado. Mas… Está muito mais fácil dar a volta à situação. Hoje em dia é tão fácil como instalar uma única app para te dar acesso a tudo. Ou seja, metes Aurora Store, e usas 99% das apps que irias usar num smartphone sem “castigos” em cima.
Claro que isto é aceitável para muito boa gente que quer ter qualidade Huawei nas mãos, sendo algo que não faz sentido para vários outros consumidores que querem um produto pronto a usar. É o que é.
Eu tenho todas as apps que uso no dia-a-dia, e não senti grandes limitações. Mas percebo um pouco do drama.
Vale a pena?

Todos nós sabemos que a Huawei já não aposta tanto nos smartphones dentro do território Europeu face a outros tempos. O que é natural, mas é também uma pena. A qualidade da fabricante é, e sempre foi, um caso sério. Tenho mesmo muitas saudades de usar um Huawei a sério no meu dia-a-dia.
Se vale a pena? É uma máquina fenómenal. Provavelmente dos melhores dobráveis que o dinheiro pode comprar. O Mate X7 é premium. Não há volta a dar. É diferente, já não é uma “coisa” experimental. Nem é um brinquedo. É um smartphone topo de gama.
Mas, é um smartphone da Huawei, e isso traz compromissos.
A análise
Huawei Mate X7
Se vale a pena? É uma máquina fenómenal. Provavelmente dos melhores dobráveis que o dinheiro pode comprar. O Mate X7 é premium. Não há volta a dar. É diferente, já não é uma "coisa" experimental. Nem é um brinquedo. É um smartphone topo de gama.
PROS
- Peso
- Dimensões (Espessura)
- Ecrãs
- Foto
- Bateria
CONS
- Não temos Google
- Preço
Review
-
Pontuação
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