Huawei Mate já tem processador: Kirin 960 anunciado com nova GPU, núcleos A73

A Huawei anunciou o HiSilicon Kirin 960, processador que deverá equipar o Huawei Mate 9, mostrando um pequeno aumento de performance face ao Kirin 950, mas com grandes avanços em termos gráficos e de conectividade.

Como anteriormente previsto, a grande novidade do Kirin 960 em termos de processamento é a introdução dos novos núcleos ARM Cortex-A73 a 2,4Ghz. O grande foco do desenvolvimento do A73 foi na eficiência energética e performance sustentada. Um problema fundamental que tem afectado as gerações mais recentes de smartphones topo de gama são processadores focados em performance máxima elevada, mas que os chips não conseguem manter por longos períodos de tempo antes de produzirem calor excessivo e atingirem picos de consumo energético que obrigam os smartphones a reduzir a frequência do processador.

Capaz de manter performance de pico durante mais tempo com menor vulnerabilidade a níveis excessivos de aquecimento, o Cortex-A73 parece ideal para um smartphone como o futuro Mate 9, que de verá seguir a tradição dos seus antecessores de longa disponibilidade para aqueles que querem aliar produtividade a um smartphone que não necessita de recargas de bateria constantes.

O Kirin 960 não é totalmente de nova geração, mantendo quatro núcleos A53 para as tarefas menos intensivas em termos de processamento.

Além das promessas em performance a par com eficiência energética, o Kirin 960 tem outros grandes destaques, nomeadamente suporte para memórias UFS 2.1 e 8GB de RAM, além de LTE Categoria 12 e 13. Em termo de conectividade, a Huawei indica ter procedido a melhorias na qualidade rádio, permitindo 100% de eficácia em situações de elevada complexidade, como ligações de dados a alta velocidade.

Do lado da imagem, o Kirin 960 não só apresenta um novo processador de sinal de imagem (ISP) com capacidades melhoradas no tratamento de imagem, como introduz a Mali-G71 MP8. É efectivamente o primeiro processador anunciado com a nova GPU que oferece uma performance 180% melhor que a T880 dos chips da anterior geração e compatibilidade com a API Vulkan da Google.

Finalmente, a Huawei apostou forte na segurança, criando um desenho onde a encriptação e os pagamentos electrónicos estão integrados no próprio chip, dificultando a recuperação de dados privados por parte de hackers, mesmo que seja teoricamente possível remover o chip do smartphone para aceder aos dados fisicamente. A encriptação ao nível dos padrões da indústria financeira será, sem dúvida, um dos grandes vectores do Kirin 960, e o desafio para a Huawei é agora obter certificação de agências internacionais para a sua solução de segurança. Se assim suceder, o futuro Mate 9 poderá ser dos smartphones mais seguros de sempre no mercado.

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