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Huawei Mate 9: porque pode ser o smartphone do ano

A Huawei apresentou hoje em Munique aquela que poderá ser uma das suas mais arrojadas mudanças paradigmáticas de tempos recentes: o Huawei Mate 9.

E 2016 tem sido um ano em cheio para a tecnológica Chinesa, com quase nove milhões de Huawei P9 vendidos. Isto, porque não existem dúvidas que o P9 confirmou a Huawei como um fabricante de primeira linha, apresentando capacidades e qualidade possíveis apenas aos melhores.

E no entanto o Huawei Mate 9 quer superar a fasquia, com um conjunto de inovações e apostas que mudam o nosso entendimento do que é um Mate.

Há um antes e um depois do Mate 9. A gama era – até agora – uma aposta no profissional que quer um smartphone sempre disponível e com ecrã generoso para trabalho sério. Por isso, tradicionalmente, o Mate não era um inovador.

A partir de hoje é.

  • A entrada em cena da inteligência artificial

Muito se tem falado na inteligência artificial, inquestionavelmente um paradigma para os tempos próximos. Mas onde geralmente se equaciona a inteligência artificial com assistentes electrónicos, a Huawei procurou corrigir um dos grandes defeitos do Android, a quebra de performance com o passar do tempo.

O Huawei Mate 9 implementa uma gestão inteligente do sistema e das apps através de um algoritmo de machine learning. Este algoritmo analisa os nossos hábitos como utilizadores e adequa o sistema para garantir respostas mais rápidas ao que é prioritário.

No papel, a gestão de aplicações é genial: o Huawei Mate 9 distingue as apps que são mais focadas no armazenamento, daquelas que consomem mais recursos da memória ou então recursos gráficos.

Nem todas as apps são iguais. O Huawei Mate 9 distingue-as e adequa os recursos.

Ao mesmo tempo aprende os hábitos dos utilizadores e limpa o sistema em tempo real. Com isto – e pelo menos teoricamente – o sistema não se torna mais lento com o tempo.

  • SuperCharge: 0 a 4000 em 60 minutos

Com o Huawei Mate 9, a Huawei apresentou a tecnologia SuperCharge, um carregamento rápido que promete carregar os 4000mAh numa hora. Mais arrojadamente, a Huawei indica que dez minutos de carregamento dão para dois filmes. Tudo depende do que significam dez minutos em termos de carga e dos filmes em causa, mas a premissa é interessante.

Huawei Mate 9
Estilo e substância. O Huawei Mate 9 mantém o melhor da linha Mate e ainda inova.

Fora o misticismo e o opaco do marketing, a SuperCharge baseia-se num processo de carga adaptativo. Com comunicação constante entre o carregador e o terminal, a tensão aplicada varia de modo a manter a bateria perto dos 34°C. A temperatura baixa mantém a eficácia do carregamento, reduz a usura das células e portanto de danos catastróficos. A Huawei não o disse, mas certamente terá o potencial para prolongar a vida útil da bateria.

No entanto uma advertência: quando um processo implica comunicação entre dois componentes, o conselho aos utilizadores tem que ser apenas um, não usar carregadores baratos.

  • O mais moderno processador do mundo?

Muita coisa pode definir um processador moderno, e o Kirin 960 cobre grande parte da lista.

É o primeiro processador com núcleos ARM Cortex A73. Face aos anteriores A72, os novos núcleos são mais potentes, mas com maior eficiência energética. Os núcleos secundários continuam a ser os A53, mas quando o Mate 9 for solicitado a sério, superará o P9 e a maioria da concorrência em termos de taxa esforço/consumo.

Os Cortex A73 são ideais para o Mate 9: o seu foco não é no pico de performance, mas na performance sustentada por longos períodos de tempo.

E com o Kirin 960 vem a GPU Mali-G71 MP8. A gráfica de 8 núcleos faz a transição para a Vulkan API da Google, prometendo uma performance 180% superior à da T880 para a melhor performance gráfica da história da Huawei.

  • Ainda Leica, ainda melhor

Os Mate anteriores são relativamente mundanos em termos de câmaras, fundamentalmente aproveitando o já implementado nos P.

Huawei Mate 9
A Huawei surpreende com uma aposta forte na fotografia monocromática.

Mas com o Huawei Mate 9 temos um repensar da fotografia. A aposta mais estranha é num sensor principal monocromático, com 20MP e abertura f/2.2.
O valor não é consensual, no entanto uma abertura menor previne melhor reflexos e vinhetagem. Uma abertura menor tem um maior círculo de nitidez máxima, com menor degradação de detalhe em direcção às margens. Nem só da baixa luz nascem as boas câmaras.

O aumento da resolução poderá ter outras vantagens, em que mais pixels oferecem maior gama dinâmica e, em teoria, a nova câmara ganha em resolução em termos de níveis de luminância.

Existe uma câmara secundária de 12MP, sobre a qual a Huawei não revelou muito, mas ao falarmos de zoom híbrido, assumimos que há uma diferença de distância focal e maior ângulo de visão.

No entanto, ambas as câmaras funcionam em conjunto e partilham informação, em teoria melhorando as capacidades mútuas.

Ainda mais interessante é a câmara se pensarmos que vem com estabilização óptica de imagem.

  • EMUI com sabor Nougat

Há que realçar em última instância que, ao contrário do que costuma ser o seu hábito, a Huawei abraçou já o Android Nougat. Também aqui a postura muda substancialmente e será o momento da história da Huawei em que a marca adopta mais rapidamente a versão mais recente do Android. Assim, face ao Lollipop do Mate 8, o Mate 9 avança duas gerações.

A EMUI 5.0 foi profundamente remodelada: inspirada no Mediterrâneo, tem uma iconografia mais elegante, animações zen, e passa a ter 90% das acções acessíveis em três toques, 50% em dois ou menos. É o fruto de meses de trabalho, o culminar de rumores que se ouviam desde Junho, e o resultado de um investimento forte da Huawei numa equipa de design cuja tarefa era aproximar a EMUI ao Android stock e ao público ocidental.

Haverá aqui o dedo de Abigail Brody, fisgada em 2015 e que conta com um tremendo currículo de design, incluindo o iOS 1.

  • Conclusão

Pela primeira vez na história, o Mate deixa de ser um phablet de grande autonomia, para ser promovido a flagship em direito próprio, sem comprometer um ponto dessa autonomia.

Pouco é aproveitado dos Huawei anteriores. O Mate 9 introduz um novo sistema operativo, novas câmaras, nova tecnologia de carregamento de bateria, novo processador e GPU. São cinco tecnologias em estreia e até poderíamos esperar mais, mas num mundo de evoluções incrementais, o Huawei Mate 9 representa um salto abismal face ao seu antecessor.

É um salto que poucas marcas são capazes de dar.
Não dizemos que é um telemóvel perfeito. Estaria mais perto disso com o áudio estéreo frontal do Huawei P9 Plus e o Press Touch. Mas tem o sempre apreciado emissor infravermelho, um espaço privado encriptado, e suporte para mais de 300 operadoras mundiais, algo nada negligenciável.

A nova EMUI também permanece por testar e por saber o que realmente vale, tal como as câmaras, mas a promessa contida em todas estas novidades é extraordinária.

De facto, um sério candidato a smartphone do ano.

Relembramos que o Huawei Mate 9 chega a Portugal no final de Novembro por um PVP de €699.

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