Huawei detém uma das três melhores quotas de mercado no setor dos smartphones


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De acordo com as informações libertadas por uma das principais empresas internacionais de estudos de mercado, Strategy Analytics and Counterpoints Research, a Huawei Consumer BG tornou-se no terceiro maior fabricante de smartphones, segundo a quota de mercado apresentada, detendo 10% do total do mercado global. O total de exportações mundiais de smartphones obteve 2.3% de crescimento em 2016, chegando às 1.47 mil milhões de unidades. O mercado chinês contribuiu largamente para estes resultados, com 467 milhões de smartphones exportados ao longo do ano. Das cinco maiores vendedoras, Samsung, Apple, Huawei, OPPO, e Vivo, as três maiores marcas chinesas juntas contam com quase 20% da quota global do mercado. A Huawei ficou em terceiro lugar, com cerca de 10% da quota de mercado, mantendo um crescimento estável apesar do mercado global se apresentar estagnado. No total, a Huawei exportou 139.3 milhões de unidades em 2016, mais 30.2% comparativamente ao ano homólogo.

 

Apesar da estagnação global do mercado de smartphones, o crescimento anual das exportações da Huawei mostra-se forte e a marca permanece acima da média da indústria. As exportações da marca cresceram de 70 milhões em 2014 para 108 milhões em 2015 e, aproximadamente, 140 milhões em 2016. Este crescimento, que se mostra desafiador à indústria, tem permitido à marca consolidar a sua posição como a terceira maior empresa do mundo em vendas.

 

O caminho para a consolidação: o que mudou e o que permaneceu igual

A Huawei lançou o Huawei P9 e o Huawei Mate 9 em 2016, dois modelos flagship que deram continuidade à estratégia da marca em lançar smartphones de alta qualidade que combinem uma poderosa tecnologia, um design funcional e uma utilização intuitiva para o utilizador, objetivando maior notoriedade a nível global. Até agora, as vendas globais da série P9 excederam os 10 milhões de unidades, tornando-o no primeiro flagship da Huawei a atingir este marco.

O facto do lançamento destes smartphones – ambos equipados com funcionalidades líderes na indústria da fotografia – ter tido lugar na primavera e no outono, garantiu à Huawei fortes resultados no terceiro trimestre de 2016. “Em dezembro de 2016, a Huawei apresentou-se como uma estrela em ascensão, representando um acontecimento muito importante para a nossa empresa”, afirma Tina Lu, Senior Analyst da Counterpoint Research.

Sobre o objetivo da Huawei em conseguir superar as vendas da Apple no mercado dos smartphones, em 2017, Lu acrescenta: “A atuação nos mercados asiático e norte-americano serão a chave. Se repercutirmos este sucesso na Europa, América Latina, Médio Oriente e África, então teremos uma forte oportunidade de atingir este objetivo”.

A Huawei viu, numa economia local com uma forte expansão nos últimos anos, uma oportunidade única de capitalizar o seu mercado de consumo, atendendo à necessidade de consumo de smartphones altamente personalizados a par do crescente número de utilizadores. Ao mesmo tempo, a Huawei consolidou-se globalmente através de estratégias de marketing, mostrando mais personalidade e afastando-se da imagem de uma marca de tecnologia pura. Através de parcerias com figuras públicas globais e regionais, bem como de patrocínios de eventos desportivos e ações de product placement, a imagem e a reputação da marca tornaram-se mais reconhecidas por uma audiência cada vez maior.

A Huawei modificou, também, a sua estratégia de canal, aumentando o número total de lojas offline para mais de 460, em 45 países em todo o mundo. A empresa lançou, ainda, o seu “1.000 county plan” na China, com o objetivo de implementar lojas em 1.000 municípios por todo o país e estabeleceu parcerias estáveis e de longa duração com centenas de distribuidoras e retalhistas em todo o mundo. O canal público global, em termos de receita, aumentou para 71% em 2016, mais 13 pontos percentuais comparativamente a 2015. O número de retalhistas que comercializam dispositivos da Huawei em todo o mundo também aumentou para mais de 70.000.

Tarun Pathak, Associate Director do Counterpoint Research, elogiou a estratégia da Huawei: “A Huawei conseguiu afirmar-se no mercado premium com o lançamento do Huawei P9 e Mate 9 e continuará a apostar mais neste mercado de agora em diante, desafiando a Apple. Em 2017 esperamos que a Huawei seja recompensada pela sua expansão de canais offline com base na sua estratégia que começou no final de 2015 e que visa cobrir 1.000 províncias até ao final de 2017”.

 

Rumo à distinção: investimentos e parcerias

O investimento em investigação e desenvolvimento (I&D) é a chave para o desenvolvimento das melhores tecnologias e características diferenciadoras observadas nos produtos Huawei. A marca investe 10% das suas vendas anuais em I&D para oferecer uma experiência premium aos utilizadores dos seus produtos. De acordo com uma pesquisa do IPSOS, o reconhecimento global da marca aumentou de 76% em 2015 para 81% em 2016, e a apreciação dos utilizadores quanto ao design estético e criativo da marca aumentou também.

Apos o lançamento de um conjunto de produtos reconhecidos a nível mundial, a Huawei Consumer BG continuou a construir internacionalmente a sua marca em 2016 para apoiar a sua expansão global. A empresa continuou a investir em I&D de modo a aumentar e a melhorar as funcionalidades e a tecnologia presente no seu portefólio.

Nas séries flagship P e Mate, a Huawei colaborou com marcas internacionais como a Leica e a Porsche, construindo e ampliando o seu conceito de marca, expandindo-se através da associação com outras empresas líderes nos seus mercados. Estas parcerias aumentaram o reconhecimento da Huawei por parte de várias instituições globalmente respeitadas. Em 2016, a Huawei foi incluída na lista “100 Best Global Brands” da Interbrand pelo segundo ano consecutivo, ficando em 72º lugar. Esteve também presente na “Top 100 Most Valuable Global Brands” da BrandZ, ocupando o 50º lugar. Este sucesso da marca refletiu-se também nas vendas globais, mostrando que os utilizadores preferem smartphones Huawei.

A Huawei estendeu as suas parcerias além da tecnologia, apostando em áreas como lifestyle, design, moda, entretenimento e marketing desportivo. O ícone futebolístico, Lionel Messi e as estrelas de Hollywood, Scarlett Johansson e Henry Cavill, deram a cara pela Huawei, expandindo o reconhecimento da marca junto de novas e desejadas audiências.

 

Estratégias globais e locais para o sucesso

A Huawei consolidou a sua posição como uma das três maiores marcas de smartphones, em vendas, graças às suas estratégias distintas para os mercados locais e internacionais, que solidificaram as suas vantagens em algumas regiões, enquanto continuou a apostar em novos mercados através de uma inovação contínua e de operações eficientes.

A Huawei manteve a terceira posição com um recorde de 10% de quota global do mercado de smartphones no terceiro trimestre de 2016, sendo a primeira vez que a empresa conseguiu atingir tais valores. Foi um desempenho impressionante”, diz Woody Oh, Diretor da Strategy Analytics. “O desempenho da Huawei em mercados estrangeiros, como a Europa Ocidental, está a aumentar devido aos smartphones com designs melhorados, ao marketing mais sofisticado e à maior distribuição retalhista”, concluiu o responsável.

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