Honor 9: Uma viagem ao processador Kirin 960

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Se nas últimas semanas abordámos o Huawei Honor 9 ao nível das suas capacidades multimédia, hoje vamos mais longe e olhamos de perto para o coração deste equipamento, o processador Kirin 960.

A título resumido o processador do Honor 9 consiste num octa-core constituído por quatro núcleos ARM Cortex A73 de alto desempenho com uma velocidade de relógio de 2,4 GHz, aos quais se juntam outros quatro núcleos Cortex A53 de baixa potência e que operam a 1,8 GHz.

Aquando do seu lançamento este foi o primeiro SoC a utilizar a placa gráfica Mali-G71 da ARM desenvolvida com um processo de fabrico de 16nm.

Honor 9

O processador deste equipamento é muito semelhante ao Kirin 950/955 embora com um Cortex-A73 de alto desempenho que substitui os A72s que funcionavam a 2.3 / 2.5GHz. Na prática estes pequenos pormenores asseguram um maior suporte para as tarefas mais intensivas, como jogar ou utilizar aplicações como o Instagram, Snapchat ou Facebook que normalmente tendem a puxar mais pelos recursos dos equipamentos.

Kirin 960

Juntamente com estas melhorias ao nível do processador, o Kirin 960 destaca-se também pelas otimizações ao nível do sistema de memória para manter o CPU e placa gráfica com muito alimento. Suporta RAM LPDDR4 a 1800MHz, o que oferece uma melhoria de desempenho de 90% comparativamente ao LPDDR3 e destaca-se também o suporte para a memória flash UFS 2.1. Isto melhora substancialmente as velocidades de leitura e gravação e permite que a Honor 9 funcione de forma mais rápida.

As velocidades de leitura da memória flash também garantem o bom desempenho deste equipamento. As aplicações abrem de uma forma mais rápida, assim como as imagens e os vídeos. Isto é aliás o que permite que o Honor se porte muito bem no que diz respeito à captura de fotografias e vídeos.

No caso da placa gráfica, existem melhores consumos de energia e um melhor desempenho assegurado por uma velocidade de relógio de 900MHz. Mas nem tudo se deve a este factor.

O processador que vem integrado no Honor 9, o Kirin 960, foi o primeiro com suporte total para a API Vulkan. Esta API representa elevados ganhos de desempenho para dispositivos móveis, graças a um suporte multi-core superior, comparativamente ao OpenGL ES. Isto torna-se igualmente importante para tudo o que envolva realidade virtual.

A utilização do Vulkan melhora o desempenho gráfico de 40 para 400% nos jogos para dispositivos móveis. Ao combinar-se esta caraterística com a melhor gestão de calor nos núcleos Cortex-A73 do processador e a maior eficiência energética da placa gráfica, o Honor 9 tem a capacidade de lidar de forma eficaz com os jogos atuais e até com aplicações de renderização 3D.

No próximo artigo vamos centrar-nos no som.

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Bruno Fonseca

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