Google Play Store prepara-se para voltar aos smartphones Huawei


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Em breve, a Huawei poderá aceder a parte de tudo o que necessita dos EUA. Ou seja, a Google Play Store prepara-se para um regresso. Isto de acordo com uma notícia publicada no início desta semana no New York Times. A história é simples e já a deve conhecer muito bem. A Huawei foi colocada na Lista de Entidades do Departamento de Comércio dos EUA por motivos de segurança. Ser colocado nesta lista proibiu o fabricante chinês de aceder a componentes e software da cadeia de suprimentos nos EUA.

Apenas para ter uma ideia deste necessidade, em 2018, a empresa gastou 11 mil milhões em suprimentos baseados nos EUA. A proibição impede a Huawei de licenciar os Google Play Services do Android, juntamente com as principais aplicações deste fabricante, como a Play Store, Mapas, Pesquisa, Gmail e YouTube, entre outros. Como resultado, a recém-anunciada gama Mate 30 da Huawei utiliza uma versão de código aberto do Android com a própria loja da aplicações, a App Gallery, da Huawei.

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Google Play Store prepara-se para voltar aos smartphones Huawei

A Huawei previa inicialmente que enviaria 300 milhões de smartphones para superar a Samsung e a Apple e se tornar na maior fabricante de smartphones do mundo até o final deste ano. Mas sem os Google Play Services do Android nos equipamentos tecnologicamente mais avançados do ano, espera-se que as vendas fora da China acabem por sofrer com isso.

Apesar de ter ultrapassado a Apple nos primeiros seis meses de 2019, o gigante da maçã tem superado as expectativas com a família iPhone 11. Entretanto, a Huawei continua a mostrar um crescimento incrível no mercado interno. No entanto, não será suficiente para elevar a Huawei acima do terceiro lugar até que a proibição seja suspensa.

Mate 30
Mate 30 Pro com o seu ecrã Waterfall

Entretanto uma notícia do New York Times afirma que, numa reunião realizada na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou às autoridades que dessem a certas empresas americanas a “luz verde” para começar a enviar suprimentos para a Huawei. Isto pode não significar nada mas também pode significar tudo.

Depois de Trump se reunir com o presidente chinês Xi Jinping no final de junho, Trump alegou que a China começaria a comprar quantidades “tremendas” de produtos agrícolas dos EUA e, como resultado, “as empresas americanas podiam vender os seus equipamentos para a Huawei”.

Falamos claro de equipamentos nos quais não há grandes problemas de segurança nacional.

Isto confirmou a opinião de muitos de que a Huawei estava a ser usada como moeda de troca pelos EUA para obter termos favoráveis ​​em qualquer novo acordo comercial com a China. Entretanto, como se viu, a China nunca comprou produtos agrícolas adicionais de agricultores dos EUA, e o governo Trump nunca permitiu que a Huawei acedesse a “equipamentos dos EUA”, como o presidente os chamava.

Agora, Trump vai permitir que algumas empresas dos EUA enviem suprimentos para a Huawei. Dito por outras palavras, a Huawei poderá em breve obter a licença para usar os Google Play Services.

Entretanto a notícia do New York Times revela algo mais. Apesar da proibição, existem algumas empresas americanas que conseguem enviar produtos para a Huawei rotulando-os como não americanos.

Os EUA consideram a Huawei uma ameaça à segurança nacional. Isto devido a uma lei na China que permite ao governo exigir que a empresa recolha informações em seu nome. Isto levou muitos a especular que os smartphones e equipamentos de rede da Huawei contêm um backdoor que envia informações sobre empresas e consumidores dos EUA para Pequim. A Huawei sempre negou isto.

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