Vais às definições do teu smartphone, pensas que tens tudo controlado e limpinho, mas… Nem sempre é assim. Dito tudo isto, a mais recente surpresa dá pelo nome de Android Pulse, uma aplicação que apareceu do nada na Play Store e que muito provavelmente já está a correr no teu telemóvel em segundo plano sem fazeres a mínima ideia.
A descoberta começou a saltar à vista quando vários utilizadores repararam que a dita aplicação surgia na lista de atualizações pendentes da loja oficial da Google. E claro está, se está na lista para atualizar, o veredicto é óbvio. Já vinha instalada de fábrica ou foi empurrada silenciosamente através dos serviços do sistema, somando já mais de dez milhões de instalações ativas.
Para que serve afinal o Android Pulse? O que anda a fazer no teu aparelho?

Portanto, a descrição oficial deixada pela Google na página da aplicação é… Muito resumida.
Supostamente, a ferramenta serve para distribuir regras de deteção de anomalias no consumo de recursos críticos do sistema e das aplicações instaladas. Descodificando a linguagem técnica para português claro… O Android Pulse é uma espécie de cão de guarda a correr em segundo plano para fazer diagnósticos permanentes ao sistema operativo.
A sua função principal passa por detetar aplicações que fiquem presas em loop, serviços com fugas de memória ou aplicações que comecem a devorar a bateria e o processador de forma descontrolada sem o utilizador perceber de onde vem o aquecimento no bolso.
Mais estabilidade? Afinal isto é uma coisa boa?
No papel a intenção parece nobre, até porque ninguém gosta de ver a autonomia do telemóvel a evaporar-se por causa de uma aplicação mal programada. O problema está na falta de transparência e na incapacidade de controlo. Esta não é uma ferramenta onde possas entrar, carregar num botão para fazer uma análise e ver relatórios claros do que foi encontrado.
Está tudo “escondido”. Não há interface gráfica para o utilizador, não há opções de configuração e ficas dependente da boa vontade da Google em garantir que este processo em segundo plano não passa a ser ele próprio mais um sorvedouro invisível de memória e energia. É mais um daqueles processos fantasma que tens de aceitar que está a trabalhar nos bastidores e rezar para que faça mais bem do que mal à fluidez geral do aparelho.







